O Promoart, em parceria com BNDES e ArteSol, traz para São Paulo a exposição “Brinquedos e Brincadeiras: artes da infância” que fica aberta ao público, com entrada franca, de 28 de setembro a 29 de outubro, na Galeria ArteSol. Todas as peças expostas estarão a venda.

Participarão 17 comunidades artesãs de diferentes estados brasileiros e toda a verba da venda dos artesanatos será repassada a essas comunidades. Tem muitas opções de presentes para o Dia das Crianças que irão propiciar melhoria de vida para outras crianças brasileiras.

Nesta exposição, realizada em parceria com o ArteSol, o Promoart apresenta algumas das comunidades em que atua (dentre as quais, comunidades com as quais o ArteSol já realizou projetos), agrupadas em torno da produção de bonecos, louças, carrinhos, animais e muitos outros objetos do imaginário que dão forma ao lúdico da vida.

As comunidades participantes da Exposição são:

Recife/PE

Recife é um grande centro de produção artesanal de brinquedos, incluindo em seu repertório rói-róis, ratinhos, mané-gostosos, bolas de meia, cinco marias, borboletas, petecas, carrinhos, bonecas de pano, aviões, milongas e parques de diversão, inventados e produzidos pelos mestres Saúba, Cocotá, Neide, Lene, Del, Cunha e Lima que utilizam materiais como sucatas diversas, madeira, metal, tecido, papel, plástico e outros.
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Glória do Goitá/PE

Glória do Goitá, cidade da Zona da Mata de Pernambuco, é conhecida pela arte do teatro de boneco denominado “mamulengo”. O boneco tem cabeça e braços talhados em mulungu, madeira extremamente macia. As apresentações que acontecem geralmente nos finais de semana em festas e feiras, agregam a população em torno dessa que é considerada uma das modalidades de teatro mais tradicionais do Brasil.
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Icoaraci/PA

Em Paracuri, bairro do distrito de Icoaraci, concentra-se a maior parte dos ceramistas. Hoje a produção local segue as linhas decorativa e utilitária. As peças apresentam tipologia variada, sendo também importante a produção de réplicas de cerâmica arqueológica de estilos marajoara, tapajônico ou santareno, maracá e kondori. Há jarros, pratos, vasos, que, produzidos em tamanho reduzido, funcionam como objeto de decoração e como brinquedo, encantando as crianças de todos os tempos.

Abaetetuba/PA

Em Abaetetuba, interior do Pará, o miriti é especialmente importante na confecção dos brinquedos que, tradicionalmente, todo mês de outubro, preenchem e colorem as ruas de Belém nos festejos do Círio de Nazaré. Ao longo do ano, e principalmente nas vésperas da celebração, centenas de artesãos se dedicam ao ofício de fazer brinquedos, verdadeiro mosaico do modo de vida das populações locais e da visualidade amazônica.
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Cuiabá/MT

A comunidade de São Gonçalo Beira Rio situa-se às margens do rio Cuiabá, na capital do Mato Grosso. O bairro conta com cerca de 40 artesãos, em sua maioria mulheres, que se voltam para a produção de santos. Os artesãos trabalham com diferentes tipos de cerâmica em que se destacam as miniaturas ou “loucinhas”, como são chamados os brinquedos. Após a modelagem, as peças são pintadas com tinta mineral conhecida como tauá, em colorações de vermelho e branco.

Turmalina/MG

Distantes cerca de 500km de Belo Horizonte, os municípios de Minas Novas e Turmalina, integrantes do chamado Alto do Jequitinhonha, configuram importante polo de produção de cerâmica. Coqueiro Campo, Campo Buriti e Campo Alegre: três campos e um só ofício – modelas pratos, panelas, potes, moringas, jogos de café e bonecas que, feitos em miniatura, se transformam em brinquedos.
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Juazeiro do Norte/CE

Juazeiro do Norte, localizado no Cariri cearense, possui vocação religiosa fortemente atrelada à figura do padre Cícero, às histórias e ao imaginário popular, que se transformam em peças de arte nas mãos dos artesãos locais. Seguindo a tradição de antigos mestres, o artesanato retrata o cotidiano, as festas e as histórias regionais. Os brinquedos nos levam ao Cariri, onde as crianças brincam com panelas e fogões de argila, barcos, rodas-gigantes, ônibus em folhas de flandres e bonecas de pano, conhecidas como “calungas”.
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Taubaté/SP

Os figureiros de Taubaté perpetuam tradição que se iniciou no bairro Imaculada Conceição há mais de 150 anos. Conhecida também por cerâmica figurativa, as peças modeladas artesanalmente trazem a peculiaridade de temas tradicionais e regionais do Vale do Paraíba. As danças folclóricas, os presépios, os personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo, as brincadeiras infantis são temas que ganham vida na mão dos artesãos e fazem parte do universo lúdico tanto de crianças quanto de adultos.

Santana do Araçuaí/MG

Em Santana tudo começou com Dona Isabel, que com seu estilo próprio criou uma escola de cerâmica nessa pequena comunidade do município de Ponto dos Volantes, no Vale do Jequitinhonha mineiro. As bonecas de Dona Isabel se somas às peças produzidas por outros artesãos que ampliam assim o vasto repertório da cerâmica local. Miniaturizadas, as peças fazem a diversão de meninos e meninas.
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Monte Alegre e Belém/PA

Substituída por derivados do petróleo nas indústrias, a balata, espécie de látex, agora serve apenas à confecção artesanal de miniaturas representativas da fauna, da mitologia e de cenas cotidianas da vida amazônica. Hoje, num circuito que liga Monte Alegre a Belém, encontramos balateiros e artesãos atuando em cadeia, em busca de melhores condições de trabalho e valorização de seus produtos.

Novo Airão/AM

Nessa cidade à margem do Rio Negro, o artesanato utiliza matérias primas naturais do bioma amazônico. Seguindo a tradição indígena, os trançados em fibra são trabalhados com tiras de arumã e tingidos com tinturas e resinas da flora local. Na Associação de Artesãos de Novo Airão são tecidos diferentes objetos com diversas tramas e cores. Dentre eles destacam-se os brinquedos “pega moça”. Outra associação produtora local é a Nov’arte, que, em parceria com a Fundação Almerinda Malaquias, trabalha com o reaproveitamento de madeiral, com que fazem brinquedos interessantes e criativos.

Irará/BA

Na cidade de Irará, especialmente nas localidades de Caboronga, Mangueira e Açougue velho, a louça de barro modelada à mão é parte da cultura local. Produzidas por unidades familiares, sobretudo por mulheres, as peças se destinam tanto à venda quanto ao dia-a-dia, seja para uso doméstico, decoração ou para a brincadeira de crianças quando tomam dimensões miniaturizadas a que denominam caxixis.
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Goiabeiras/ES

Tendo a sua frente uma vasilha com água e um bloco de argila, as artesãs do bairro de Goiabeiras, em Vitória, modelam panelas, potes, travessas, caldeirões, frigideiras e moquequeiras, entre outras peças utilitárias. A tradição remonta há 400 anos e é sempre passada de mãe para filha. As panelas de barro seguem a técnica de modelagem manual, são queimadas em fogueiras a céu aberto e tingidas e impermeabilizadas com tanino. Feitas em escala reduzida, convertem-se em brinquedo com que, principalmente, as meninas se divertem.
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São Luís/MA

Principal ícone das festividades juninas maranhenses, o bumba meu boi tem nos bordados expressão tradicional da arte do estado. Nas apresentações públicas do boi, é comum ver ricos e coloridos desenhos feitos com miçangas, canutilhos, paetês e vidrilhos sobre veludo, que ganham formas diversificadas em vestimentas dos personagens do auto. Acompanhando as mudanças culturais e mercadológicas, alguns artesãos também se têm dedicado à confecção de  miniaturas e suvenires inspirados na brincadeira como os boizinhos.
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Esperança/PB

Esperança, cidade do Agreste paraibano, tem como referência a produção de bonecas de pano de Riacho Fundo, comunidade situada a cerca de 5 km da sede. Tecidos multicoloridos vão ganhando diferentes formas pelas mãos dos 25 artesãos da Casa da Boneca Esperança, criando um imenso repertório de “bruxinhas”. Inspiradas em cenas que vão do cotidiano dos personagens típicos do imaginário e folclore paraibanos, de diferentes tamanhos, as bonecas são usadas para brincar e decorar ambientes.
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Maragogipinho/BA

Há mais de 100 anos, as olarias de Maragogipinho, no município de Aratuípe, a cerca de 80 km ao sul de Salvador, demonstram a importância e a força dessa atividade no distrito. São muitas as linhagens de mestres oleiros que se sucedem em Maragogipinho, cujos conhecimentos e técnicas são transmitidos geração a geração. Assim, potes vazados, bois bilhas, baianas e santos vão enchendo as prateleiras, ao lado dos caxixis, conforme vai tomando forma a criatividade de cada mestre.

Bezerros/PE

A xilogravura é técnica de impressão com que, usando o estilete, o artesão entalha na madeira cenas do cotidiano, coisas da natureza e expressões da cultura popular. Na cidade de Bezerros/PE, as famílias dos mestres J. Borges e Amaro Francisco são reconhecidas por suas impressões, comumente usadas para ilustrar folhetos de cordel, mas que hoje podem ser encontradas em azulejos, camisas, capas de blocos de papel, bolsas e outros suportes. Na temática retratada, merecem registro as cenas de brincadeiras, universo lúdicos do homem nordestino.
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O Promoart

O Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural foi criado para apoiar grupos produtores de artesanato tradicionais, buscando o desenvolvimento desse setor da cultura brasileira. Integrado ao Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura, pretende destacar a qualidade e a importância dos saberes tradicionais específicos dos quais o artesão é portador. Seu objetivo é proporcionar condições dignas de sobrevivência aos artesãos e estímulo a sua arte, bem como a formação de mercado que reconheça o valor do artesanato no mundo contemporâneo.

Realizado pela Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec), por meio de convênio firmado com o Ministério da Cultura, o Promoart conta com a gestão conceitual a metodológica do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP)/Departamento de Patrimônia Imaterial/Iphan. Em sua fase de implantação, abrange 65 polos de todas as regiões do país. estratégicos para o desenvolvimento de uma política nacional para o artesanato.

Exposição Brinquedos III

Veja a galeria de fotos da abertura da Exposição aqui.

SERVIÇO

Aberta ao público de 28 de setembro a 29 de outubro.
Local:  Ed. Ruth CardosoGaleria  – ArteSol
Endereço: Rua Pamplona, 1005, Jardim Paulista – São Paulo/SP
Entrada Franca. As peças estarão à venda.
(11) 3082.8681

Horário de funcionamento:
De segunda a sexta – das 10 às 17 horas

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