Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

Entre os dias 26 e 30 de janeiro, o Fórum Econômico Mundial abre suas portas na estação de esqui de Davos. Com uma presença recorde de líderes mundiais, o evento tentará ser uma base para debates sobre como completar a reforma do sistema financeiro internacional. Contará com a presença do secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e do presidente do BC brasileiro, Alexandre Tombini, um dos poucos brasileiros presentes ao encontro.

Davos diz que está preocupado com a desigualdade social nos países emergentes, como Índia, China e Brasil. O Fórum Econômico Mundial quer que os emergentes aprendam e sigam o modelo de desenvolvimento dos países escandinavos. Para Davos, que nas últimas décadas foi acusado de reunir apenas a elite do mundo e excluir movimentos sociais, o maior risco hoje é de que a desigualdade social seja ampliada diante do crescimento em certos bolsões dos países em desenvolvimento.

“A inclusão social é um dos grandes desafios dos emergentes nos próximos anos. Precisamos ver como garantir que o crescimento espetacular que esses países têm hoje, como na Índia de quase 10%, seja revertido em benefícios a todos”, afirmou Klaus Schwab, presidente do fórum. “Precisamos pensar em modelos de crescimento que sejam inclusivos.”

Davos levará ao evento os cinco chefes de governo dos países escandinavos – Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega e Islândia – para que ensinem aos emergentes como garantir o desenvolvimento “igualitário” de suas economias. “Esses são países modelos. Resistiram à crise com base em modelos de inclusão social. É isso que precisamos buscar nos emergentes”, afirmou.

Sobre a América Latina, Davos admite que a região tem chance de ter, na década que começa, seus “anos de ouro”. No anúncio de uma das reuniões dedicadas à região, o fórum destaca que 40 milhões de latino-americanos foram retirados da pobreza nos últimos anos. Mas admite que a atual crise pode ter consequências. “Ainda não vimos todas as consequências da crise econômica. O que já vimos é que ela se transformou em uma crise social.”

“O mundo mudou radicalmente. O centro do poder está indo do Norte e para o Sul. Temos de encontrar uma forma de estabelecer um sistema que possa ser mais resistente às crises. Um dos grandes riscos que enfrentamos é a incapacidade de gerenciar o mundo em que vivemos.”

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