Viola de Cocho

O Museu de Arte e Cultura Popular (MACP) Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), abre nesta quarta-feira (16), às 20h30, a exposição Patrimônio Imaterial de Mato Grosso. A mostra, que estará aberta à visitação durante um mês, é promovida pela Superintendência do Iphan no estado – Iphan-MT, com o apoio da UFMT, da Fundação Uniselva e do Museu Rondon. A montagem traz a público uma amostra dos resultados do projeto de pesquisa Inventário Documental do Patrimônio Imaterial Mato-Grossense, desenvolvido em 2009 e 2010, sob a coordenação da professora Izabela Tamasio. Para realização do inventário e da exposição, o Iphan participou com investimentos de R$ 112 mil e a UFMT aportou R$ 32 mil como contrapartida.

A exposição reúne peças originais e cópias representativas deste trabalho, que abrangeu o inventário de nove acervos de Cuiabá, que conservam relatos manuscritos e impressos, jornais e periódicos, monografias, dissertações e teses, livros, documentários e obras sonoras e audiovisuais e pinturas. A documentação compreende desde a época colonial e imperial (entre os séculos XVIII e XIX) até as fases republicanas mais contemporâneas dos séculos XX e XXI.

Os documentos selecionados para a exposição são acompanhados por 45 imagens dos acervos fotográficos de Mario Friedlander e de Laercio Miranda e alguns artefatos culturais como a rede cuiabana, a viola-de-cocho, peças de cerâmica de São Gonçalo, a rede Bakairi, o abanico e a gravata Xavante, entre outros. A programação da mostra inclui ainda palestras e exibições de filmes e documentários no salão do MACP e no Cineclube Coxiponés, de 17 a 23 de março (clique aqui e veja a programação completa).

Os dados coletados pelo Inventário Documental do Patrimônio Imaterial Mato-Grossense foram organizados em um DVD, que abriga todas as informações referentes aos acervos pesquisados (dados gerais, infraestrutura e condições de acondicionamento), aos documentos inventariados (estado de conservação e conteúdo) e às 536 referências do patrimônio imaterial mato-grossense que são relacionadas com este material.

Algumas dessas referências culturais permanecem sendo praticadas com ampla participação popular, como é o caso do Siriri e do Cururu, com acompanhamento da viola-de-cocho, a celebração de São Benedito, o Divino Espírito Santo e a Festança de Vila Bela. Vinculadas a essas festas estão iguarias como a ventretcha de pacu e a modjica de pintado, os bolos de arroz e de queijo, o doce de caju e o guaraná-ralado.

A execução do inventário fortaleceu a pesquisa sobre patrimônio cultural no contexto do Museu Rondon, do Museu de Arte e Cultura Popular e dos Departamentos de Antropologia e História da UFMT. É notória ainda a apropriação que a comunidade acadêmica da local vem fazendo, desde o início do projeto, do conceito de patrimônio imaterial. Enquanto os alunos elaboram projetos de pesquisa derivados dos conhecimentos adquiridos, os professores promovem reflexões em congressos e publicações acadêmicas. Elabora-se já esboços de alguns planos de salvaguarda para o patrimônio imaterial do estado.

Serviço

Exposição Patrimônio Imaterial de Mato Grosso
De 16 de março a 16 de abril de 2011
De segunda a sexta, das 7:30h às 11:30h e 13:30h-17:30h.
Local: Museu de Arte e Cultura Popular da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT)

Fonte: IPHAN

2 Comentários para "Exposição: Patrimônio Imaterial Mato-Grossense"

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