O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) inaugurou dia 27 de outubro de 2011, quinta-feira, às 17 horas, a exposição da Sala do Artista Popular Rendas de bilro de Florianópolis, reunindo a produção artesanal que é uma das maiores referências culturais da capital do estado de Santa Catarina, na região sul do Brasil.

A mostra fica em cartaz até o dia 27 de novembro de 2011 e conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, além das parcerias da Casa dos Açores, Prefeitura Municipal de Florianópolis, Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Caiscaes, e o apoio do Casarão das Rendeiras.

A renda de bilro é uma atividade exercida em Florianópolis desde o século XVII e é inegável a sua importância dentro do contexto cultural da cidade que reúne o maior número de rendeiras do sul do Brasil. São descendentes das famílias açorianas que ocuparam a antiga Vila do Desterro, na Ilha de Santa Catarina, desenvolvendo atividades ligadas à agricultura e à pesca de subsistência.

Os bilros são pequenas bobinas de madeira, geralmente preparadas e torneadas pelos maridos ou por parentes das rendeiras. Quando novos, os bilros são opacos, mas, com o tempo, vão ficando brilhosos, como se fossem encerados, resultado da oleosidade das mãos durante o manuseio. Os bilros são manejados aos pares pela rendeira, em movimento rotativo.

Para armar a renda, são utilizadas almofadas em formato de cilindro, feitas de tecido de algodão e recheadas com “barba de velho”, capim de colchão, palha de bananeira, serragem, ou, ainda, esponja sintética, também denominada de espuma, misturada com estopa.

As almofadas são apoiadas em caixas de madeira ou cavaletes, também chamados de cangalha, que, quando não estão sendo utilizados, podem ser desarmados. Algumas caixas são providas de gavetas, para armazenar os bilros.

Antigamente, as rendeiras faziam a renda no chão, sentadas sobre as pernas acomodando as almofadas em cangalhas baixas, reaproveitadas de caixas de sabão ou de frutas trazidas dos mercados. Hoje em dia, os cavaletes de madeira, com altura adequada, permitem que traballhem sentadas em cadeiras ou poltronas, com mais conforto. O fato de que os cavaletes são desmontáveis facilita o transporte dos materiais necessários para a confecção da renda, principalmente quando vão participar de feiras ou exposições.

A renda está em foco, induzindo as rendeiras a inovação e aprimoramento constantes. Elas estão sendo impelidas a criar novos piques, introduzir novas linhas e cores, para atender pedidos de empresários que querem, por exemplo, embalagens para garrafas de vinho, e de estilistas que querem introduzir a renda nas confecções. Os artesãos, inclusive ceramistas, estão cada vez mais incluindo a renda em suas criações.

Os trabalhos que antes eram basicamente produzidos nas cores branca e bege, hoje em dia acolhem uma enorme gama de cores. A artesã Maria de Lourdes de Jesus é uma entusiasta da introdução de cores na confecção das rendas: “O diferente dá mais ânimo, o colorido dá mais vida”.

Serviço

Sala do Artista Popular Rendas de bilro de Florianópolis
Inauguração: 27 de outubro de 2011, às 17h
Período: 27 de outubro a 27 de novembro de 2011

Exposição e venda:
Terça a sexta-feira, das 11h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro, RJ 22.220-000

Realização:
Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro
CNFCP/Iphan/Ministério da Cultura

Patrocínio:
Caixa Econômica Federal

Parcerias
Casa dos Açores
Prefeitura Municipal de Florianópolis
Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Caiscaes

Apoio:
Casarão das Rendeiras.

Informações
Setor de Difusão Cultural
(21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206
difusão.folclore@iphan.gov.br

Fonte:CNFCP

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