A comunidade de São Luís, capital do Maranhão, desde o dia 25 de junho recebe a exposição itinerante Bem do Brasil, Patrimônio Histórico e Artístico, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  Até o dia 25 de julho, sempre de terça a domingo, das 9h às 18h, toda a diversidade do patrimônio cultural brasileiro estará à mostra em exemplares de todos os estados, representado em pinturas, gravuras e esculturas, além de filmes e fotografias.

A curadoria é de Lauro Cavalcanti, diretor do Centro Cultural Paço Imperial, design de Victor Burton e tem patrocínio do BNDES.

A exposição

No ano de 2010, o presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida, incumbiu à equipe do Paço Imperial, Centro Cultural do IPHAN, no Rio de Janeiro, em estreita colaboração com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, de pensar e produzir a exposição Bem do Brasil. A ideia é levar o espectador a compartilhar, refletir e valorizar o patrimônio brasileiro em suas múltiplas expressões materiais e simbólicas, como significado histórico e, principalmente, para a vida cotidiana contemporânea.

A mostra reúne peças de todas as regiões do país e usa tecnologia de grafismo e imagem para mostrar a variedade da cultura e levar o público a entender como o IPHAN integra preservação de bens de valor e desenvolvimento do país com uma visão dinâmica do patrimônio histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e de caráter afetivo para a população. A arquitetura é apresentada em fotos [backlights], e os saberes e fazeres do patrimônio imaterial são exibidos em um conjunto de filmes, cedidos pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular | Museu do Folclore.

Colaboraram com peças significativas, para ilustrar a variedade dos bens brasileiros, diversas Superintendências Regionais do IPHAN, museus do IBRAM e alguns colecionadores particulares. A mostra conta ainda com desenhos, pinturas, gravuras e esculturas de importantes artistas como Taunay, Facchinetti, Djanira, Tarsila do Amaral, Volpi, Ivan Serpa, Amilcar de Castro, Aluisio Carvão, Franz Weissmann, Guignard, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Mestre Valentim, Arthur Bispo do Rosário, Goeldi, Samico, J.Borges, Portinari, entre outros. Há também peças de várias regiões do país, como violas de cocho de Mato Grosso; tambores da Crioula e azulejos históricos do Maranhão; oratórios mineiros e baianos; imagens de reis, santas e santos de igrejas de Pernambuco e do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão (SE); esculturas das Missões Jesuítico-Guaranis no Rio Grande do Sul; ex-votos de romeiros do Ceará e Bahia; cajados de pais de santo da Bahia; cerâmicas indígenas do Espírito Santo; carrancas do Velho Chico; cabeça de Boi Tinga, do Pará;  máscaras de Cavalhadas de Goiás, bonecos do Jequitinhonha; o jongo do Rio de Janeiro.

Dois vídeos foram gravados especialmente para a exposição:  o primeiro com a edição reduzida de vídeos que integram os processos de registro de bens do Patrimônio Cultural Brasileiro – Departamento do Patrimônio Imaterial / IPHAN cedida pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Museu de Folclore Edison Carneiro/IPHAN-MinC sobre Ofício das Paneleiras de  Goiabeiras (ES), Círio de Nazaré (PA), Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), Modo de fazer Violas de Cocho, Ofício das Baianas de Acarajé (BA), Jongo  no Sudeste, Frevo (PE), Queijo artesanal de Minas (MG), Cachoeira de Iauretê  (AM), Capoeira. O segundo vídeo faz uma simulação mostrando como o bairro da Urca, na Zona Sul do Rio de Janeiro (entorno do Pão de Açúcar), estaria hoje sem a intervenção do IPHAN que coibiu a construção de prédios altos no bairro, salvaguardando esse cartão postal da cidade do Rio de Janeiro.

Bem do Brasil foi o evento escolhido para reinaugurar o Palácio do Planalto, em Brasília, onde esteve em cartaz de setembro a novembro de 2010. No Centro Cultural Paço Imperial, a exposição ocupou todo o primeiro pavimento do prédio tombado, de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011. Em 2011, a exposição itinerante foi idealizada – com painéis fotográficos dos registros de obras que participaram das exposições – para percorrer as superintendências do IPHAN de todo o Brasil.

A itinerância, patrocinada pelo BNDES, se realiza com dois módulos para trajetos distintos, um para o sul e centro oeste – com a primeira mostra inaugurada em novembro de 2011, em Missões (RS) – e outro para o norte e nordeste do país, iniciada  em  fevereiro de 2012, em Recife (PE) e inaugurada no mês de  abril em Belém (PA). São 18 painéis fotográficos com imagens das peças expostas em Brasília e no Rio de Janeiro, acrescidos de obras de acervo local, ampliando a visibilidade dos bens culturais brasileiros.

“O patrimônio cultural do Brasil apresenta uma trajetória histórica que envolve nossas influências sacras e profanas, nossas expressões eruditas e populares, elementos artísticos e utensílios dos modos de fazer, celebrar e viver. É uma oportunidade para melhor conhecermos e apreciarmos a riqueza da nossa memória, mas é um momento muito especial, pois possibilita, ao reconhecermos nossas origens e valores, ampliarmos a consciência e a certeza do que queremos que faça parte do nosso futuro”, diz a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, no texto que acompanha a exposição.

Serviço

Bem do Brasil, Patrimônio Histórico e Artístico
Local:
Casa de Nhozinho – Galeria do Cofo
Rua Portugal, 185 – Praia Grande – Centro Histórico de São Luís – MA
Data: 25 de junho de 2012, às 19h.
Visitação: de 26 de junho a 25 de julho de 2012
Horário: de terça a domingo, de 9h às 18h

Fonte: Iphan

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