De 15 de maio a 21 de outubro de 2012, a Fundação Cartier apresentará “Histoires de voir, Show and Tell“, uma exposição que reúne mais de 40 artistas de todo o mundo cujo trabalho é altamente contemporânea em espírito e ainda assim permanece fora do objetivo final. Indo além das categorias desconcertantes da história da arte, suas obras transmitem uma sensação de franqueza, liberdade e frescor de invenção, enquanto ao mesmo tempo levanta a importante questão de como podemos definir a arte contemporânea hoje. Tomando esses artistas da periferia e colocando-os no centro do palco, a exposição não só irá revelar as correspondências visuais entre as obras, mas também irá explorar as narrativas convincentes por trás de sua criação. Através da apresentação de filmes e de documentação sobre os artistas, ele vai dizer os indivíduos histórias, poderosas e comoventes, de talentoso e comunidades minoritárias. Em uma instalação concebida pelo mundialmente famoso designer italiano Alessandro Mendini, a exposição vai revelar as visões profundamente pessoais destes artistas e oferecer um vislumbre do fascinante universo da história e da natureza que os inspira.

A Galeria Estação participa da exposição “Histoires de Voir, Show and Tell” com a apresentação de trabalhos de dez artistas brasileiros. Vilma Eid da Galeria Estação e associada do ArteSol esteve na exposição e você pode ver fotos aqui Galeria Estação.

Assista ao vídeo da exposição, clique aqui.

A voz dos artistas:

Mais de 400 trabalhos inclusos na exposição, acompanhados por videos e textos que dão referência ao trabalho do artista, a exibição revela as muitas correspondências que existem entre as obras provenientes de diferentes regiões geográficas, sistemas de crenças e culturas. Com efeito, apesar de uma grande diversidade de estilos, eles dividem muitas características comuns como as exuberantes cores, distorções de escala, perspectiva e formas. A representação de animais, natureza, a importância do domínio dos sonhos e do imaginário são as fontes dominantes para o trabalho. Show and Tell celebra aqueles que se em busca de novas abordagens artísticas, sugerindo que outras formas de arte contemporânea são realmente possíveis. É testemunho do poder criativo de artistas para quem pinta, filma, desenha, esculpe e que é uma forma de compreender e experimentar o mundo

Izabel Mendes da Cunha. Foto Joao Liberato.

Vale do Jequitinhonha na Fundação Cartier.

Izabel Mendes da Cunha

Oitenta e oito anos, nasceu no Vale do Jequitinhonha no noroeste de Minas Gerais.

Ali onde 300 mulheres ceramistas e apenas cinco homens produzem as famosas cerâmicas do Vale do Jequitinhonha. Isabel aprendeu a fazer o artesanato pela sua mãe, fazendo todos os dias objetos que são vendidos nas lojas locais. Após a morte de seu marido Isabel enfrentou a concorrência da indústria, ela mudou de foco e começou a criar uma quantidade maior de figuras humanas de cerâmica. Hoje Isabel ganhou reconhecimento e respeito por ter transformado esta tradição local.

Fonte: Galeria Estação e Fondation Cartier

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