Recife, no ano de 2012, foi o primeiro destino visitado pelo ArteSol em sua ação de mapear boas  práticas de valorização do artesanato tradicional brasileiro como um bem cultural e a fomentar  a comercialização para garantir oportunidades de trabalho e geração de renda aos artesãos.

Brinquedos do Recife – Mané Gostoso

 No Porto do Recife, ao lado do Marco Zero, encontra-se o Centro de Artesanato de Pernambuco, que há cerca de dois meses está em funcionamento, em um espaço de mais de mil metros quadrados.

O novo centro de artesanato é um projeto de grande relevância por seu conjunto de ações e diversas articulações a que se propõe. O espaço possibilita a comercialização de peças vindas de todas as regiões do Estado e valoriza o trabalho dos artesãos em cada detalhe:

– Nas etiquetas dos produtos constam o nome do artesão, o telefone, o município de origem e o material do qual foi produzido,

– A disposição dos objetos artesanais está divida por tipologias: fios, fibras, brinquedos populares, cerâmica, madeira, souvenirs e artesanato contemporâneo,

– Há vídeos na entrada do espaço com a apresentação das localidades, confecção das peças pelos artesãos e depoimentos dos mestres artesãos.

Conversamos com Nilson Alencar que nos orientou na seção “fios”, segundo ele os produtos passam por uma curadoria onde se analisa o valor cultural e o acabamento. “Aqui só vendemos artesanato cultural do nosso Estado, não temos camisetas do Recife, bijuterias, o artesanato aqui é qualificado”.  Contou também que os artesãos interessados em ter peças expostas para venda devem ir até o local para participar de uma seleção nos horários das 10h às 20h.

Nas instalações do centro há ambientes decorados para que os visitantes possam se inspirar na utilização de peças artesanais em espaços como sala de estar, sala de jantar e quartos. O local conta ainda com uma galeria de arte que têm exposições temáticas, sob a coordenação da Secretaria de Cultura do Estado. O complexo abriga um restaurante, um bar, um café e uma sorveteria, com pratos regionais, tudo planejado para valorizar a cultura do Estado.

O Estado financia toda a infraestrutura do prédio e o pagamento dos funcionários, de modo que o valor dos produtos não gera lucro ao Centro e assim os itens artesanais podem ser vendidos a um preço atrativo para os consumidores. Essa prática, financiada pelo Estado, é a única maneira de minimizar o gargalho da comercialização dos produtos artesanais e é muito bem vinda do ponto de vista social.

Para o ArteSol, que há mais de uma década atua no segmento artesanal, buscando promover a valorização do artesanato tradicional e a geração de renda para os artesãos, esta é uma iniciativa exemplar. Sem dúvida, a concretização desse projeto por parte do governo do Estado de Pernambuco demonstra uma política de Estado sensível e competente, com visão estratégica promovendo o desenvolvimento cultural, social e econômico do Estado. O ArteSol parabeniza a todos os envolvidos pela realização do projeto e deseja que a iniciativa seja promissora, contínua e fonte de referência para outros Estados.

Por Josiane Masson – Coordenadora Executiva ArteSol

 

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