Fonte: A CASA

O UNIVERSO DE ESPEDITO SELEIRO AGORA NO MUSEU A CASA:

 Com gibão de vaqueiro completo, selas, sapatos, sandálias, bolsas, carteiras, cintos, chapéus e miudezas como chaveiros, A CASA museu do objeto brasileiro inaugura a partir de 3 de abril, às 19h30, a mostra Espedito Seleiro – da sela à passarela, com exposição das peças realizadas por Espedito Velozo de Carvalho, o Espedito Seleiro. Aos 73 anos de idade, vivendo em Nova Olinda, Chapada do Araripe — um “oásis do sertão” no sul do Ceará — ele comanda a marca homônima que criou recentemente para distinguir a notável criação e confecção, com a colaboração da família, de acessórios, mobiliário, peças de vestuário em couro.

Em 2006, participou da São Paulo Fashion Week, desenvolvendo uma coleção de bolsas e calçados para a grife Cavalera e, depois disso, criou coleções para outras grifes renomadas. Para o filme O homem que desafiou o diabo, de Moacyr Góes, lançado em 2007, é da marca Espedito Seleiro a indumentária de vaqueiro do personagem vivido pelo ator Marcos Palmeira. No ano passado, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura.

Ofício em extinção

No início de sua atividade, Espedito se dedicava a fazer apenas o que chama de “coisas de vaqueiro”. Com o tempo, porém, assistiu minguar a venda desses artigos, que comercializava em feiras da região.

No final da década de 1980, recebeu o convite singular de um amigo para confeccionar em couro uma sandália igual à do legendário Lampião. Em seguida, veio a encomenda de uma bolsa com motivos e desenhos de gibão de vaqueiro. A partir daí, o trabalho de Espedito passou a chamar atenção. Começava, assim, a adaptação extraordinária e criativa dos mesmos motivos e ornamentos das selas e vestimentas de vaqueiro, em peças usadas por um público mais amplo.

Inventivo, curioso, observador arguto das tendências, seu nome passa a ser referência na criação em couro que condensa marcas do ofício tradicional do seleiro, atualmente em extinção. Espedito reinterpreta e recria desenhos que investigou em fotos de calçados de Maria Bonita e Lampião, personagens do Cangaço, nomes de algumas de suas linhas de sandálias.

Venda de peças:

As peças de Espedito Seleiro estarão à venda na exposição. São bolsas, carteiras, chaveiros, chapéus, sandálias e selas, entre outros objetos.

Realização

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) é instituição de atuação nacional, vinculada ao Iphan, e tem por missão promover ações que buscam, por meio de pesquisa e documentação, conhecer as realidades específicas em que ocorrem as mais diversas expressões do fazer popular, procurando acompanhar as constantes transformações por que passam, bem como apoiar e difundir os processos culturais, propondo e conduzindo ações para sua valorização e difusão.

Informações – Setor de Difusão Cultural – (21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206 | difusao.folclore@iphan.gov.br – www.cnfcp.gov.br

Itinerância em São Paulo

A CASA museu do objeto brasileiro

A CASA museu do objeto brasileiro tem o objetivo de contribuir para o reconhecimento, valorização e desenvolvimento do artesanato e do design brasileiros, incrementando a percepção consciente a respeito do produto brasileiro. Atua como rede que interliga iniciativas e pessoas envolvidas e interessadas na expressão cultural brasileira.

Informações – (11) 3814-9711| acasa@acasa.org.br – www.acasa.org.br

Serviço

Exposição: Espedito Seleiro: da sela à passarela

Abertura: 3 de abril, quarta-feira, das 19h30 às 22h30

Visitação: de 4 de abril a 21 de junho de 2013

De segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábados, das 12h às 16h

Local: A CASA museu do objeto brasileiro

Rua Cunha Gago, 807 – Pinheiros

Entrada Franca

Mais informações:

T + 11 3814 9711

www.acasa.org.br

 

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