Este ano o Dia do Comércio Justo acontece no dia 11 de maio de 2013. Muitos eventos acontecem em mais de setenta países da África, Ásia, Europa, América Latina, América do Norte e Pacífico.  A celebração é liderada por muitos membros do WFTO (Organização Internacional do Comércio Justo) que são pioneiras no trabalho pelo Comércio Justo por mais de cinco décadas.

Celebrando o Dia Internacional do Comércio Justo, o ArteSol, membro do WFTO, apoia e dissemina o movimento social e econômico, que foi criado como uma alternativa ao comércio convencional.

O Comércio Justo leva em conta, além de critérios econômicos, valores éticos, sociais e ambientais preocupando-se com a construção de um mundo melhor, contribuindo com o bem estar dos produtores, com a garantia da justiça social e com o desenvolvimento sustentável das comunidades locais e do mundo todo.

É importante destacar que os consumidores que optam por adquirir um produto do comércio justo tem consciência de que o processo produtivo e comercial não exploram a mão-de-obra do trabalhador, que o recursos naturais são utilizados de forma racional e ainda que o custo do produto promove o desenvolvimento de seus produtores e suas comunidades.

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♦   Você sabia que ao comprar um produto advindo do comércio justo você cria oportunidades para pequenos produtores economicamente desfavorecidos?

Foto ArteSol: artesã da Associação dos Artesãos de Bonfinópolis de Minas “Casa das Artes”

A boneca Esperança ganhou notoriedade quando os Irmãos Campana, renomados designers brasileiros, desenvolveram em 2002 a “cadeira multidão”, abrindo espaço para que a Associação de Artesãos de Sítio Riacho Fundo/PB divulgasse seu trabalho. A cadeira, que era revestida pelas bonecas, circulou por galerias de arte, exposições e lojas especializadas no mundo inteiro.

Por meio do artesanato, o Polo Veredas, formado pelas associações de Bonfinópolis, Natalândia, Riachinho, Sagarana e Uruana (Minas Gerais) tem a oportunidade de obter renda com a comercialização do artesanato de tradição e também divulgar suas tradições culturais (canto e dança), alcançando visibilidade para além do Estado.

Leia o 1º Princípio do Comércio Justo: Criação de oportunidade para pequenos produtores economicamente desfavorecidos.

 

♦   Você sabia que as relações comerciais dentro dos princípios de comércio justo são de transparência e confiabilidade?

Na Associação dos Artesãos de Pitombeira/PE, existe um acordo entre as artesãs de que todas as atividades de organização ou produção sejam divididas igualmente entre cada uma delas. A associação também possui controle de encomendas, registro da produção e controle de repasse dos lucros. Na relação com clientes, procuram manter contatos periódicos tanto por telefone quanto por internet.

Leia o 2º Princípio do Comércio Justo: Transparência e confiabilidade em toda a cadeia de comercialização.

 

♦    Você sabia que ao se conectar com um produtor/artesão, você está estimulando suas práticas de negociação e aumentando sua autonomia e autoestima?

A Associação de Artesãos de Sítio Riacho Fundo/PB é bem articulada e tem grande experiência comercial. Como sabem da importância da confiança para manter relações comerciais duradouras, as artesãs procuram tratar com clareza todas as questões que envolvem encomenda, negociação, produção e entrega. Também é prática comum na associação contatar periodicamente seus clientes para oferecer seus produtos e divulgar as novidades.

Leia o 3º Princípio do Comércio Justo: Práticas de Negociação.

 

♦    Você sabia que ao pagar por um produto de uma relação de comércio justo, você está pagando um preço justo a quem o produziu?

Os preços praticados pela Associação dos Artesãos de Massaranduba – ARTMAR/RN são baseados nas oficinas de formação de preços das quais o grupo participou, e são adotados inclusive em novos produtos. Este preço, que contempla os custos com insumos e mão-de-obra, é atualizado mediante reajustes no salário mínimo.

Leia o 4º Princípio do Comércio Justo: Preço Justo.

 

♦  Você sabia que comprando um produto do comércio justo você está contribuindo para a diminuição do trabalho infantil?

Foto ArteSol: artesã da Associação dos Produtores de Cerâmica de Coqueiros/BA

Na Associação dos Produtores de Cerâmica de Coqueiros/BA, assim como na maioria das outras associações, os artesãos aprendem o saber-fazer tradicional com suas mães e avós ainda quando crianças. Este repasse do saber é importante para preservar a tradição da comunidade, mas os artesãos têm conhecimento de que partes do processo de produção, como a queima da cerâmica, não devem ser feitas por crianças devido ao esforço físico despendido.

Leia o 5º Princípio do Comércio Justo: Não ao trabalho e exploração infantil.

 

♦   Você sabia que ao adquirir um produto do comércio justo você está colaborando para que exista igualdade de gênero em diferentes associações/cooperativas do Brasil?

A Associação dos Artesãos de Riacho Fundo/PB conta com homens e mulheres em sua composição. A resistência dos homens no início da atividade logo foi enfraquecida quando o artesanato se mostrou lucrativo e atraente para o complemento da renda familiar.

Na Companhia de Bordado de Entremontes/AL, a atividade artesanal é praticada apenas por mulheres. Na associação, as mulheres assumem todas as tarefas, e a remuneração é baseada na produção de cada uma. Diferentemente de outras comunidades, as mulheres não enfrentam problemas com seus familiares, principalmente os maridos, quanto ao ofício do artesanato.

Leia o 6º Princípio do Comércio Justo: Igualdade de Gênero.

 

♦   Você sabia que por traz dos produtos do comércio justo há um agradável ambiente de trabalho, que pode se tornar mais agradável, cada vez em que o comércio justo é reconhecido?

Foto ArteSol: Associação de Artesãos de Porto do Sauipe/BA

No início, a Associação dos Artesãos em Trançados da Ilha Grande de Santa Isabel/PI não tinha sede e os artesãos se reuniam na casa de um deles. Hoje, a associação possui sede própria, construída com seus recursos e conquistada através de mutirões. O espaço, que é aberto à visitação, conta com ambientes definidos para produção, comercialização, estoque, tingimento da palha e secagem.

A sede da Associação de Artesãos de Porto do Sauipe/BA, construída com o apoio de parceiros, é visitada por clientes em todas as épocas do ano, principalmente durante o verão. Conta com amplos espaços para produção, estocagem, reuniões e comercialização e com equipamentos em ótimo estado. A manutenção e o controle de qualidade dos equipamentos de produção são feitos pelo próprio grupo

Leia o 7º Princípio do Comércio Justo: Melhores condições de trabalho.

 

♦  Você sabia que o desenvolvimento de capacidade dos produtores também depende do reconhecimento e valorização dos princípios do comércio justo?

A Associação das Artesãs de Santarém – ASARISAN/PA já participou de diversas capacitações para aprimorar o trabalho artesanal e a gestão de sua associação. Atualmente, a ASARISAN está se preparando para ser também um destino turístico, participando de um projeto voltado ao turismo de base comunitária. Assim, a associação ampliará não só seus conhecimentos, mas também suas oportunidades de geração de renda.

As artesãs da Associação para o Desenvolvimento de Renda de Divina Pastora – ASDEREN/SE já são capacitadas em desenvolvimento de produtos, gestão associativa, formação de preços e trabalho coletivo. Atualmente, existe um plano de salvaguarda a fim de manter a tradição da prática artesanal da renda irlandesa, com base no reconhecimento desse saber fazer como patrimônio imaterial pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

Leia o 8º Princípio do Comércio Justo: Desenvolvimento de capacidades dos produtores.

 

♦   Você sabia que ao consumir um produto do Comércio Justo você está contribuindo para a promoção de seus princípios?

A Associação dos Artesãos de Massaranduba – ARTMAR /RN participa de eventos relacionados ao artesanato e à Economia Solidária tanto no Brasil quanto no exterior. A ARTMAR já esteve presente em seminários na Bolívia e na Espanha divulgando seu trabalho e sua tradição.

Leia o 9º Princípio do Comércio Justo: Promoção do Comércio Justo.

 

♦   Você sabia que os produtos do Comercio Justo contribuem para a preservação do meio ambiente?

Foto ArteSol: Associação dos Artesãos de Pitombeira/PE

Na Associação de Artesãos de Uruana de Minas “Cores do Cerrado”/MG, o algodão utilizado na produção é manejado de forma sustentável, não polui nem utiliza insumos que prejudiquem o meio ambiente. O corante utilizado nos fios também é natural, proveniente de cascas de alimentos e folhas.

A Associação dos Artesãos de Urucuia/MG que trabalha com buriti, e a Associação dos Artesãos do Bairro de São Vicente de Paula/PI que trabalha com carnaúba, têm a mesma preocupação; cientes das técnicas de manejo sustentável da matéria-prima, retiram das palmeiras apenas as partes que não prejudicam o seu crescimento e que não danificam a árvore.

A Associação dos Artesãos de Pitombeira/PE contribui para preservação do meio ambiente ao utilizar a fibra da bananeira como matéria-prima principal. As fibras correspondem aos talos que naturalmente seriam descartados, o que evita o apodrecimento dos mesmos e a emissão de gases, como o metano, que potencializam o aquecimento global.

Leia o 10º Princípio do Comércio Justo: Preservação do meio ambiente.

 

Dissemine o Comércio Justo: Cartilha do Comércio Justo.

 

Leia mais: Declaração do Dia Internacional do Comércio Justo 2013 – WFTO e os 10 Princípios do Comércio Justo.

Divulgação em 06 de maio de 2013.

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