A ArteSol convida você para aproveitar as atividades oferecidas em outubro e novembro pelo Sesc Santana no projeto: “Residência Lá e Cá – o artesanato tradicional no espaço urbano”, que conta com uma série de workshops, rodas de conversa e curso gratuitos e abertos para divulgar e valorizar o Artesanato Brasileiro. Os temas abordados são: Tecelagem, Trançados e Cestarias, com artesãos que vieram de várias partes do Brasil exclusivamente para mostrar o seu trabalho e compartilhar o seu conhecimento.

PROGRAMAÇÃO de 20 a 26 de outubro

Dia 21, terça-feira

14h às 18h: Workshop Trançado e Cestaria Indígena

Trançado e Cestaria Indígena com os artesãos Simão Caicar Krahô e Xancucar Luciana Krahô, da cidade de Carolina, Maranhão.

São jovens Krahô (irmãos), da aldeia Nova Krahô. Eles dominam a arte do trançado para a confecção de cestarias com conhecimentos transmitidas entre gerações. Os Krahôs fazem parte do povo Timbira, que vivem na região do Pará, do Maranhão e do Tocantins. Os Timbiras atualmente têm uma população de nove mil pessoas que seguem preservando matrizes culturais como a língua, as organizações social e política, os rituais e a circularidade de suas aldeias.

O artesanato dos Krahôs consiste em uma intensa produção de colares, pulseiras e bolsas, confeccionados com sementes de tiririca e cabeça-de-formiga. Para a cestaria, utilizam fibras de Tucum e Buriti. A coleta, o beneficiamento das matérias-primas e as técnicas envolvem conhecimentos transmitidos por várias gerações.

19h: Trançados e Cestarias do Brasil

Bate-papo com os artesãos indígenas com os artesãos Simão Caicar Krahô e Xancucar Luciana Krahô, da cidade de Carolina, Maranhão.

Mediadora: Elisete da Silva Noleto

É natural de Carolina, sul do Maranhão e estudou em escola pública a maior parte de sua vida. Cursou Licenciatura em Ciências com habilitação em matemática e teve seu primeiro contato com os índios Timbira, em especial com os krahô, em  1979. Iniciou sua jornada no Centro de Trabalho Indigenista – CTI  teve clara revelação daquilo que queria fazer na vida. No CTI desde então, vêm participando de todas as atividades desenvolvidas pelo Programa de Educação e Referência Cultural Timbira e das atividades  do Programa Cultural Cultura Viva Timbira.

Dia 23, quinta-feira

Trançado com Fibra de Buriti

Trançado de Barreirinha, feito com Fibra de Buriti com a artesã Maria de Lourdes Lopes Rodrigues, do Maranhão.

Trançado de Capim Dourado de Mumbuca  (Jalapão – Tocantins) com a artesã Ana Claudia. Matos da Silva e de Fibra de Trigo com Lídia Angela Fell, de Trançados da Terra, Santa Catarina.

Maria de Lourdes faz parte da Cooperativa de Artesãos dos Lençóis Maranhenses/ArteCoop, que fica no  município de Barreirinhas, uma das portas de acesso aos Lençóis Maranhenses. A região é conhecida pelo extrativismo do Buriti, uma espécie de palmeira da qual se extrai: o palmito, a fibra vegetal para a produção artesanal, a palha para cobrir casas e o tronco e a polpa do fruto, utilizados para a fabricação de doces e sucos.

A cooperativa reúne  aproximadamente 25 mulheres que produzem peças artesanais  variadas, como chapéus, jogos americanos, braceletes, tapetes, centros de mesa, painéis, redes, pulseiras, bolsas, toalhas, esteiras e calçados.

O saber fazer artesanal da região está diretamente ligado às tradições culturais com  influências indígenas e europeia. Inicialmente as peças artesanais eram manufaturadas apenas para uso doméstico, mas atualmente  constitui como uma atividade econômica diretamente ligada ao turismo, e é possível encontrar peças em lojas de quase todas as ruas do centro da cidade e na capital São Luís.

É uma atividade predominantemente feminina: a participação dos homens é  apenas na retirada da matéria prima, que é feita de de maneira sustentável. O linho do buriti é obtido do “olho” da planta.  Para a confecção das peças, as fibras são tingidas no sistema de cozimento com corantes naturais como o mangue vermelho, a salsa da praia, o urucum, pequi, o açafrão e o anil. Para a fixação, é utilizada cinza de madeira. Após o tingimento, as fibras recém-cozidas são lavadas em água corrente até que não se note nenhum vestígio de tintura. Em seguida, são postas para secar ao sol. Uma vez secas, são enoveladas para as técnicas crochê, batimento ou carreira ou organizadas em meadas para as demais técnicas.

Ana Claudia Matos da Silva é artesã que vive no Povoado Quilombola de Mumbuca na região do Jalapão, com 42 famílias descendentes de escravos vindo da Bahia no final do século XIIX que segundo historiadores são remanescentes de escravos oriundos do Alto Guiné na África.  O saber Quilombola se reflete no modo de viver, de pertencer, de integrar, de construir e de improvisar.

Foi no Povoado que iniciou o famoso e requintado artesanato em capim dourado, unindo o conhecimento dos negros com os dos  índios. A mestre artesã Dona Miúda, uma matriarca do povoado, aprendeu a técnica com sua  avó que aprendeu com os índios e desde então, esse saber fazer vem sendo passado de geração em geração. Além de Mumbuca outras comunidades da região estão trabalhando com esse artesanato como: Ponte Alta, Novo Acordo, Santa Tereza, Lagoa do Tocantins e do Prata, um vilarejo do município de São Felix do Jalapão.

O capim dourado brota somente na região do Jalapão. O nome científico da planta é “syngonanthus nitens” que tem haste finas e de intenso brilho dourado metálico e  uma pequena flor branca da família das sempre-vivas. É na flor que se encontram as sementes que garantem a perpetuação da planta e a renda para centenas de famílias. Com as hastes os artesãos criam cestos, bolsas, brincos, pulseiras, mandalas, chapéus e objetos de decoração. Ainda hoje a comunidade preserva as formas tradicionais do modo de fazer a coleta coletiva da matéria prima, colhendo na época certa e deixando a semente no campo.

Lídia Angela Fell, integra o grupo de artesãos Tranças da Terra, que fica na região do meio-oeste catarinense  que foi considerada a “Capital do Trigo” na década de 50. A região foi colonizada por imigrantes italianos e alemães que tradicionalmente trabalhavam com o artesanato feito em palha de trigo produzindo chapéus e ‘sportas’ (palavra italiana que significa sacolas), que eram usadas nas plantações e nas idas à cidade para compras. Com a mudança da fronteira agrícola para o Paraná e a mecanização da agricultura, ocorridas no final dos anos 60, a cultura do trigo na região foi praticamente desativada e o artesanato em palha de trigo se restringiu a poucas comunidades de agricultores, que prosseguiram cultivando o cereal nos moldes tradicionais, sem uso de máquinas.

Atualmente o grupo reúne 22 artesãos e 11 produtores de trigo, envolvendo mais de 50 pessoas que de forma associativa e em rede, seguem desenvolvendo um trabalho artesanal a partir da palha de trigo, respeitando as raízes culturais da região. O grupo está organizado por um núcleo administrativo, cinco oficinas de produção, dois núcleos de produtores de matéria prima e três campos experimentais.

A técnica artesanal é o trançado na palha de trigo. O grupo possui diversos produtos como chapéus, sportas (sacolas), sousplat, capitéis, porta-vela, trilho de mesa, jogos americanos, bolsas, cesta para pães, luminárias, centro de mesa, cestas, revisteiro, mandalas decorativas, acessórios de moda que fazem parte de cinco coleções: Cores da Terra, Flores da Terra, Curvas da Terra, Coleção Interiores e Coleção Flor de Menina.

19h: Trançados e Cestarias do Brasil

Bate-papo com as artesãs Maria de Lourdes Lopes Rodrigues, do Maranhão, Ana Claudia Matos da Silva, de Tocantins e Lídia Angela Fell, de Santa Catarina.

Mediadora: Silvia Arruda

Arquiteta e designer, possui carreira profissional de mais de 30 anos. Trabalhou na Konigsberger Vannucchi Arquitetos Associados e depois abriu sua própria empresa “Peça Única Mobília e Interiores”. Em seu escritório trabalha com enfoque multidiciplinar e já realizou mais de 300 projetos de arquiteturas residencial e corporativa, cenografia de exposições e eventos. Ganhou em 2013 o Prêmio Nacional do IPHAN com o Centro de Memória da Fundação Dorina Nowill. Já atuou com empresas como Navita, Sebrae SP, SESC SP e Natura e também é consultora da Artesol.

Dias 25 e 26, sábado e domingo

Mamulengos de Glória do Goitá

14h às 17h: Oficina Livre de Teatro e Confecção de Mamulengos

Teatro e confecção de mamulengos com artesãos Gilberto Souza Lopes da Silva e Edjane Maria Ferreira de Lima, de Glória de Goitá, Pernambuco.

É conhecido como Bel e filho do mestre Zé Lopes, famoso bonequeiro e mamulengueiro de Glória do Goitá. Cresceu vendo seu pai trabalhar no ofício e naturalmente aprendeu a arte.  Seu trabalho envolve a produção dos bonecos e a apresentações do “Mamulengo Teatro do Riso”. Toda sua família é envolvida com esse trabalho. Sua esposa Edjanea é seu braço direito.

A atividade do mamulengo fez ressurgir a expressão da identidade local e tornou-se uma possibilidade de trabalho e renda em Glória do Goitá, depois de um longo período de esquecimento e decadência. Por meio de oficinas de repasse de saber, o artesanato do mamulengo está sendo preservado e ao mesmo tempo transmitido aos mais jovens. Hoje eles estão organizados na Associação dos Mamulengueiros e Artesãos de Glória do Goitá e se reúnem no Memorial do Mamulengo para a fabricação dos bonecos e para divulgar o saber-fazer.

O mamulengo é um tipo de fantoche típico do nordeste brasileiro, especialmente no estado de Pernambuco. A origem do nome é controversa, mas acredita-se que ela se originou da expressão “ mão molenga – mão mole”, ideal para dar movimentos vivos ao fantoche. Os mamulengos são confeccionados com madeira e chita e  vem de uma tradição de bonecos marionetes que se perde no tempo. Nas antigas civilizações da China, da Índia e do Egito já se produziam bonecos desse tipo para pequenas encenações. A tradição chegou ao Brasil trazido pelos europeus, provavelmente no século XVI. Tinha forte cunho religioso com bonecos representando a “alma”, o “diabo” e os santos.

Hoje os mamulengos deixaram o campo do sagrado e ganharam o mundo profano e as ruas, sendo logo reconhecidos como parte do repertório da sabedoria e história popular brasileira. Até meados da década de 60, o espetáculo dos bonecos era parte integrante das grandes festas públicas, contribuindo para dar visibilidade à cultura pernambucana no cenário nacional.

Programação de 28 de outubro a 02 de novembro

Dia 28, terça-feira

14h às 18h: Workshop de Tecelagem

Aula de tecelagem com as artesãs Maria Alves de Oliveira, da cidade de Pedro II, Piauí e Rosanilda Martins, de Bonfinópolis, Minas Gerais.

Maria Alves de Oliveira é artesã da Associação Artesanal Xique-Xique, criada em 1990, localizada em Pedro II, Piauí. Na história da produção artesanal do Piauí, a tradição em tecelagem de Pedro II é uma referência. A confecção de redes iniciou-se nos últimos anos do século XIX, quando o padre Joaquim de Oliveira Lopes, vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, ali se estabeleceu e introduziu o processo de fazer redes de dormir em teares de grade.

Já no século passado, os padres alemães Lotário e Norberto incentivaram a produção e organizaram o setor, contribuindo para a fundação da primeira cooperativa de tecelagem e para a ampliação dos grupos comunitários de produção. Essa ação foi tão importante que seus efeitos são sentidos até hoje no intercâmbio comercial desses produtos com a Alemanha.

O artesanato na região contribui para a geração de trabalho e renda para muitos artesãos. As artesãs produzem redes, colchas, bolsas, jogos americanos, caminhos de mesa, mochilas, sacolas de viagem e toalhas, entre outras peças que seguem para o comércio local e o mercado de artesanato dentro e fora do Piauí.

Vaso de Capim Dourado

Rosanilda Martins é artesã tecelã da Associação dos Artesãos de Bonfinópolis de Minas “Casa das Artes”, fundada em agosto de 2006. As fiandeiras e as tecelãs juntaram-se para manter viva a cultura local e  aumentar sua renda. O grupo faz parte da rede de cadeia produtiva Pólo Veredas, onde seu trabalho depende do trabalho de outros artesãos e às vezes até de outras Associações parceiras. Algumas artesãs fiam e outras tecem. O  Pólo Veredas agrega 5 diferentes associações que fazem parte da Central Veredas, que representa nove núcleos de produção do artesanato de Minas Gerais e se responsabiliza pela comercialização dos itens artesanais destes grupos.

A Associação tem hoje 42 artesãs, todas mulheres. A faixa etária, em sua maioria, varia de 30 a mais de 45 anos. Além da boa comunicação, o grupo é marcado por um grande espírito de colaboração entre as artesãs, com troca de experiências e materiais. Muitos fatos importantes ocorreram no grupo após sua solidificação, como a realização de mutirões, diversas viagens proporcionadas pelos parceiros e convites para apresentações municipais culturais.

19h: Tecelagens do Brasil

Bate- papo com as artesãs Maria Alves de Oliveira, da cidade de Pedro II, Piauí e Rosanilda Martins, de Bonfinópolis, Minas Gerais.

Mediadora: Bia Cunha

Designer Textil,Consultora no setor de Tecelagem. Experiente em atividade artesanal e industrial e em formação de grupos de artesãs para o Artesanato Solidário na Bahia e em Minas Gerais. Atuou na coordenação de  Oficinas de Criatividade e Percepção Têxtil junto ao SESC,  Senai/Cetiqt e Universidade Santa Marcelina.  Desenvolveu o projeto Modos da Moda em projeto dos SESCs São Carlos, Ribeirão Preto e Bauru.

Dia 30, quinta-feira

14h às 18h: Workshop de Tecelagem

Aula de tecelagem e feltragem com a artesã Eva Eli Kupffer do grupo Lã Pura e tricô e crochê com a artesã Mary Anne Izolani do Amaral, do grupo Pampa Caverá, ambos do rio Grande do Sul.

Eva Eli Kuffner é uma artesã com importante liderança na Cooperativa Lã Pura.  Ela vive na cidade de São Borja no Rio Grande do Sul, região dos Pampas com hábitos típicos incorporados a paisagens de imensos campos verdes, repletos de açudes e pássaros. O grupo produtivo de Eva congrega 22 artesãs que trabalham para o desenvolvimento de coleções anuais, algumas delas desenvolvidas em parceria com estilistas e designers.

Os Pampas possuem matérias-primas que vem da terra, que são transformadas em peças artesanais que valorizam e contam a história da região. São matérias-primas como os fios naturais ou coloridos (lã pura) tramados em teares ou manualmente, as palhas (milho, arroz, bananeira, junco), o couro e os chifres.

O processo de trabalho com a lã de ovelha é minucioso: a lã suja é lavada, cardada, fiada, tingida e depois de feltrada. As artesãs trabalham no tear ou máquina de costura. Cada peça é trabalhada por 2 ou 3 artesãs. O tingimento é feito com corantes que são fixados com caldo de limão e tingimento natural com cascas e folhas da região. As coleções da Lã Pura possuem uma diversidade de itens artesanais como: acessórios, cachecóis, bolsas, capas, carteiras, golas, lenços, xales, mochilas, blusas, entre outros.

Mary Anne Izolani do Amaral integra o grupo produtivo Pampa Caverá, que é formado por 20 artesãs da cidade de Rosário do Sul no Estado do Rio Grande do Sul, nos Pampas gaúchos. A região possui uma paisagem singular com mata nativa, rica fauna e flora e um ar rústico que é cenário inspirador para o grupo. As artesãs também trabalham com a perspectiva de coleções que vem qualificando a produção artesanal baseada na identidade local, nos princípios de sustentabilidade,  trabalho coletivo e visão empreendedora. O nome do grupo vem da Serra do Caverá que é um patrimônio natural do Estado.

O Grupo de Artesanato Pampa Caverá trabalha com várias técnicas artesanais tradicionais da região como: tecelagem com lã, crochê, tricô, modelagem em biscuit, trama em couro, criando coleções inspiradas nas belezas naturais da região, na flora e na fauna do bioma Pampa Gaúcho.

Dias 01 e 02 de novembro, sábado e domingo

Barquinho de Miriti

14h às 17h: Oficina livre de brinquedos de Miriti
Oficina de confecção de Brinquedos de Miriti de Abaetetuba, Pará, com o artesão Rivaildo Moraes Peixoto.

Rivaildo Morais Peixoto é um dos “homens do brinquedo” ou “girandeiros”, nome dado aos artesãos que saem às ruas com sua girândola em punho para vender seus brinquedos feitos da madeira da palmeira miriti.  Tradicionalmente, os brinquedos se destinavam a colorir as ruas de Belém, à época do Círio de Nazaré, maior festa religiosa de todo território nacional, mas atualmente a produção é contínua para atender às encomendas dos grandes centros urbanos e do exterior.

São muito os artesãos, quase todos homens, trabalhando com brinquedos de miriti em Abaetetuba no Estado do Pará, que por ser uma localidade recortada por diversos rios, torna-se ideal para o desenvolvimento da planta que também é conhecida como buriti do brejo.  Os artesãos trabalham, em sua maioria, em oficinas nas próprias casas. Nesse contexto, o papel das mulheres é o de cuidar da alimentação, das crianças e da casa. A família e os agregados são envolvidos na produção dos brinquedos e as tarefas são atribuídas segundo as habilidades de cada um. Dentro desse núcleo familiar, a tradição e o ofício são preservados. Cortar o miriti é a tarefa mais importante de todo o processo e o artesão responsável por esta tarefa exerce certa ascendência sobre os demais e é identificado como o artesão principal.

O processo artesanal envolve a coleta da palmeira no miritizeiro, o corte, o entalhe, o lixamento, a selagem, e por fim, a pintura e montagem do artesanato. Com mãos habilidosas e criatividade, os artesãos produzem barcos, cobras, tatus, peixes, pássaros, macacos, casinhas, aviões, marionetes, dançarinos, bonecos caboclos e ribeirinhos, além de uma infinidade de peças que expressam a tradição cultural e a identidade paraense.

Dias 22 de outubro a 31 de novembro

Curso Livre “Políticas Públicas, Comercialização e Comunicação em Artesanato” | Quartas e sextas, 15h às 18h | Sala de Múltiplo Uso III.

O curso é gratuito, aberto e ministrado por uma equipe multidisciplinar. No entanto, pedimos que confirmem sua inscrição pelo e-mail institucional@artesol.org.br.

Dia 22 Políticas Públicas e Direitos dos artesãos, ministrado por Lizete Prata.

Dia 24 Estudo do Mercado e Comercialização, ministrado por Andressa Trivelli.

Dia 29 Comercialização, Feiras e Exposição, ministrado por Andressa Trivelli.

Dia 31 Comunicação aplicada à Valorização e à Comercialização do Artesanato, ministrado por Andressa Trivelli.

Capacitadoras

Lizete Prata é socióloga, com Pós-Graduação em Antropologia Social. Foi consultora do Ministério do Planejamento, no convênio com o Banco Mundial para a implantação de Regiões Metropolitanas em Recife e Fortaleza, responsável pelo segmento de geração de trabalho e renda no setor informal. Foi corresponsável pela criação e implantação do Programa Feito em Casa, na Secretaria Municipal do Planejamento de São Paulo.  Visava criar oportunidades comerciais para produtores artesanais paulistanos, legalizando a venda, através do fornecimento de NF isenta de ICMS, na venda a grandes magazines. Foi idealizadora e fundadora da Associação Mundaréu (2001- 2012), onde atuou como Diretora Executiva. Participou na introdução da pratica do comercio justo no segmento de artesanato, uma inovação naquele momento. Esse trabalho envolvia o processo de qualificação de mulheres, para a criação de empreendimentos e as estratégias de comercialização de seus produtos artesanais, dentre os quais se destaca a loja Mundaréu, o primeiro varejo brasileiro nesse segmento. No momento, atua como consultora e também como mediadora de conflitos.

Andressa Trivelli, bacharel em Administração de empresas pela PUC-SP e mestranda em administração de empresas pela FGV-EAESP, já atuou nos três setores da economia com planejamento estratégico e gestão de projetos. Lidera a gestão da Tekoha, um negócio social que de 2007 até 2012 dedicou-se a comercialização do artesanato brasileiro de diversas comunidades. Atuou por dois anos na AIESEC, organização internacional que promove o desenvolvimento de lideranças entre jovens.  É professora do SENAC e consultora na área de marketing e gestão de vendas em empresas de pequeno e médio porte.

 

Serviço:

Livre para todos os públicos. Grátis. Vagas limitadas. Recomenda-se chegar com meia hora de antecedência.

Sesc Santana

Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo. Tel.: (11) 2971-8700
Estacionamento – R$ 7,00 (desconto de 50% para matriculados no Sesc).
Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br

2 Comentários para "Programação gratuita de outubro e novembro de 2014: Sesc Santana e Artesol"

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