Valorizando identidades e técnicas

Valorizar as técnicas artesanais enquanto patrimônio cultural brasileiro e estimular processos autônomos de artesãos e o desenvolvimento cultural, social e econômico de comunidades. Esta é a proposta de Mão na Massa, seminário que o Sesc propõe, em co-curadoria com a ArteSol, associação defensora de ações de salvaguarda do artesanato brasileiro. Durante cinco dias, os participantes poderão ouvir histórias de vida, participar de rodas de conversa, de oficinas de saberes e fazeres e conhecer redes de trocas baseadas em conceito de economia solidária, centrada no ser humano.

De 25 a 29/8 de 2015, terça a sábado. Grátis. As inscrições são feitas pela Central de Atendimento ou pelo e-mail inscricao@piracicaba.sescsp.org.br informando o nome do seminário, do participante, idade e telefone.

Confira abaixo a programação completa.

 

 

Varanda Cultural

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Local de vivência entre os participantes para apresentação das técnicas artesanais, objetos, ferramentas, matéria-prima e passo a passo para a confecção. Os objetos finalizados serão expostos para enriquecer e contextualizar o evento. Os artesãos demonstrarão na teoria e na prática os processos de criação e feitura das peças, aguçando a curiosidade e admiração dos participantes.

Envolvidos:
Grupos produtivos e empreendedores individuais:
Família Soledade, Projeto Evoluir, Cardume de Mães, Costurando Futuro, Cleide Toledo, Aniete Abreu e Clube de Trocas.
Organizações de apoio:
Artesol, Instituto Botucatu, Design Possível, Instituto de Pesquisa Ecológica – IPÊ, Associação dos Moradores do Jardim Casa Branca e Adjacências.

 

Programação

25/08 Família Soledade

14h – 14h45 – Palestra sobre Valorização Social: com Cristina Fongaro (Sesc) e Josiane Masson (Artesol)
14h45 – 16h – Histórias de Vida: roda de conversa com a Família Soledade
16h – 17h – Apresentação de produtos confeccionados pela Família Soledade

Pedro Soledade, João Antonio Soledade, Aparecida Soledade de Souza e Maria Elisa Soledade, pertencem a uma família tradicional e conhecida pelas suas delicias como doces de abobora, batata, goiabada e pães. A avó cozinhou na igreja da cidade por mais de 30 anos e seus quitutes podiam ser apreciados na Festa do Divino. Hoje a família mantém a tradição vendendo no mercado chamado Varejão, cozinhando suas receitas secretas.

 

26/08 Costurando Futuro

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14h – 15h – Histórias de Vida: roda de conversa com o grupo Costurando Futuro
15h – 17h – Oficina de Saberes e Fazeres (bordado)

Terezinha de Lourdes Caraça, Creusa Aparecida Pinheiro da Conceição, Daiana Querino dos Santos, Genilda Tenório Teixeira e Sebastiana Maria Pinheiro dos Santos são artesãs e fazem parte do projeto Costurando o Futuro. Esse projeto é uma iniciativa do Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ para mulheres moradoras dos bairros rurais do Moinho I e II, em Nazaré Paulista, SP. O grupo foi formado em 2002 com o objetivo de incrementar a renda dessas famílias e de minimizar a pressão exercida sobre os recursos naturais da região. A estratégia adotada para alcançar esse intuito é a capacitação das mulheres para a atividade de costura e bordado de bolsas e camisetas com aplicação de motivos que retratam espécies da fauna e flora nacional.

27/08 Cardume de Mães

14h – 15h – Histórias de Vida: roda de conversa com grupo Cardume de Mães
15h – 17h – Oficina de Saberes e Fazeres (produtos ecológicos)

Eliane Maria Marques e Maria Rosalina Matos, ambas costureiras e integrantes do Cardume de Mães grupo formado com apoio do Projeto Arrastão. O grupo passou pela formação técnica-empreendedora Possíveis Empreendedores, realizada pelo Design Possível e atualmente se encontra em fase de encubação com um ateliê alugado, gerenciando boa parte de seus negócios. Seus produtos são feitos com matéria prima de resíduos de banner de publicidade, que podem receber aplicação de tecidos e estampas, criando acessórios e bolsas dos mais diversos tipos.

 

28/08 Projeto Evoluir

14h – 15h – Histórias de Vida: roda de conversa com o Projeto Evoluir
15h – 17h – Oficina de Saberes e Fazeres (estamparia)

Sandra Lopes Barbosa e Elaine Lopes integram o Projeto Evoluir. O Instituto Botucatu idealizou e realizou o Projeto BotuÁfrica com três grupos de diferentes bairros da cidade de Botucatu. Um deles, que fica no bairro 24 de Maio é o Projeto Evoluir que, dentre outras atividades, trabalha com estamparia/stencil.

 

29/08 Cleide Toledo, Aniete Abreu e Clube de Trocas Casa Blanca

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14h – 15h – Histórias de Vida: roda de conversa com Cleide Toledo e Aniete Abreu
15h – 16h – Oficina: aspecto conceitual de “Economia Solidária”
16h – 18h – Feira com o Clube de Trocas Casa Blanca

Cleide Toledo, 57 nasceu em Areiópolis no interior de São Paulo e cresceu em Amparo. Em 1986, Cleide iniciou a sua vida como artesã no ateliê de artesanato de seu marido Manoel, que era artesão especialista na arte da escultura em trançado de taboa. Ela começou a ir para o brejo, corta, limpar e tratar a palha para a produção das tranças que serviam a Manoel para a confecção das peças. Em 2006, após falecimento do esposo, assumiu o ateliê da família para sustentar a casa. Devido à qualidade e beleza do seu trabalho, Cleide apresenta-se em programas de TV, tem suas peças divulgadas em revistas de decoração e participa de feiras em todo o Brasil e no exterior. Cleide tem um amplo rol de clientes e fornece para decoradores, arquitetos, designers e lojistas. Colaborou com designers e universidades em projetos relacionados ao artesanato em fibras e sustentabilidade. Hoje ela mantém a casa e a família com a produção do ateliê, mas pensa sempre novas maneiras de incrementar o negócio e de passar adiante a sua arte. Também é membro do Conselho do Artesanato Paulista – CAP, da Subsecretaria do Trabalho Artesanal nas Comunidades – SUTACO, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.

Aniete Abreu, 35 anos, paulistana e moradora na cidade de Tietê há 8 anos . Estudante de Sociologia, atualmente trabalha com crianças e adolescentes no Centro de Referência e Assistência Social (CRAS). É coordenadora do “Grupo de Batuque de Umbigada” e de artesanato como as Abayomis Multiplicando Amor (bonecas negras de tecido, feitas com amarração). O objetivo dessa ação é o resgate, a valorização e as vivências com as diferenças estéticas e culturais.

Fabiano Silva de Oliveira, Sirlene Araujo Dias e Zeli Ferreira fazem parte do Clube de Trocas Casa Blanca que nasceu em março de 2011 como parte de um seminário em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Está no quarto ano em atividades e acumula quarenta edições de encontros mensais com a comunidade. Neste período, mais de trezentas pessoas já passaram pelo Clube e participaram das atividades de criação de Moeda Social, Conceito de Economia Solidária e Clube de Trocas.

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