Concurso reconhece iniciativas de economia criativa em todo o Brasil.

 

O Prêmio Brasil Criativo foi criado para estimular a produção de soluções inovadoras para o desenvolvimento da economia criativa no país. Ao todo, foram 22 categorias premiadas, entre as quais, o Artesanato. Os vencedores de cada categoria participarão de uma rodada de negócios com fundos de investimentos, horas de mentoria e capacitação, apoio para criação de material de divulgação e estruturação para publicar uma campanha de financiamento coletivo.

Todas as atividades foram divididas em cinco setores: patrimônio (patrimônio material, imaterial, arquivos e museus); expressões culturais (artesanato, culturas populares, culturas indígenas, culturas afro-brasileiras, artes visuais e arte digital); artes de espetáculo (dança, música, circo e teatro; audiovisual, do livro, da leitura e da literatura (cinema e vídeo, publicações e mídias impressas, publicações e mídias digitais); e criações culturais e funcionais  (design, moda, gastronomia, arquitetura e games). Há também o campo “reconhecimento por trabalho consagrado”.

Na categoria Artesanato, a vencedora foi a integrante da Rede ArteSol Central Veredas, que une 09 associações de artesãos instaladas nos municípios de Arinos, Bonfinópolis de Minas, Buritis, Natalândia, Riachinho, Sagarana, Serra das Araras/Pequi/Chapada Gaúcha, Uruana de Minas e Urucuia. Organizados numa Rede Solidária, fruto do trabalho de aproximadamente 209 associados sendo 98% mulheres, a missão da Central é consolidar e fortalecer os núcleos, garantido acesso ao mercado, qualificação, aplicação de preços justos, divulgação dos produtos artesanais exercendo sua defesa socioeconômica e ambiental combatendo o trabalho escravo e infantil e promovendo a igualdade de gênero. “Somos seres vitoriosos pelo simples fato de estarmos vivos, por ganharmos uma nova oportunidade todos os dias de conquistar algo novo e de procurar ser melhor em todos os sentidos. Somos muito agradecidos por todas as vitórias que já alcançadas, das mais difíceis àquelas mais simples que conquistamos todos os dias de nossas vidas”, afirma Luciana Vale, que está à frente da Central.

Todo este trabalho é feito por meio do resgate de artesanato de tradição, como fiação, tecelagem, tingimento com corantes naturais, caixas de fibra de buriti, crochê com linhas artesanais e bordados que retratam o cerrado mineiro e o cotidiano dos agricultores familiares. Este trabalho começou há mais de uma década, com a realização sistemática de projetos na região. A ArteSol, que desde 1998 atua no noroeste de Minas Gerais, iniciou em 2002 as ações nas localidades de Uruana de Minas, Riachinho e Sagarana com o objetivo de revitalizar a fiação e a tecelagem tradicionais e gerar trabalho e renda para as mulheres dessas localidades. A exuberância da natureza da região inspirou as artesãs ao batizarem suas associações: em Sagarana, “Tecelagem das Veredas”; em Riachinho, “Tecendo o Sertão de Minas”; em Uruana de Minas, “Cores do Cerrado”.

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