A Artesol celebrou o Dia do Artesão, nesse último dia 19, dando início a um novo projeto para o fortalecimento da “Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro”, que, atualmente, conecta cerca de 100 grupos, associações, mestres e artesãos individuais de todas as regiões do País ao mercado nacional. Na última sexta-feira, foi atingida a meta de captação de 100% dos recursos necessários para dar início a essa nova etapa da Rede, após um amplo mapeamento dos grupos brasileiros realizado desde 2014.

No Piauí, lideranças da Artesol visitam grupos de artesãos que trabalham com a arte santeira e outras técnicas tradicionais. Foto: Regis Falcão

No Piauí, lideranças da Artesol visitam grupos de artesãos que trabalham com a arte santeira e outras técnicas tradicionais.  Foto: Regis Falcão

Segundo Josiane Masson, coordenadora técnica da Artesol, a proposta agora é criar uma moderna plataforma virtual que vai funcionar como uma espécie de vitrine para o trabalho das comunidades tradicionais e suas diferentes expressões artísticas. “O foco é valorizar e projetar nacionalemente o trabalho artesanal e estimular sua comercialização, tornando-o atrativo economicamente e expressivo culturalmente. Dessa forma, as novas gerações vão se sentir motivadas a preservar esse patrimônio imaterial através tradições  seculares”.

Para isso, o novo portal da Rede vai incluir uma página para cada grupo/artesão onde serão apresentados os seus objetos, matérias-primas, técnicas, além de um guia de tipologias e um ambiente em que os lojistas poderão contactar diretamente as comunidades. “Vamos contar com uma interface mais dinâmica e capaz de articular artistas populares, mestres, grupos de artesãos, agentes de comercialização, profissionais, ONGs e programas governamentais de apoio” conta a presidente da Artesol, Sônia Quintella. A ideia é que a Rede estimule novas relações de comércio mais justas e humanizadas entre artesãos, lojistas e até com o público final.

Izabel Oliveira dos Santos, 47 anos, produz peças de artesanato utilizando cipó na Serra das Viúvas, Água Branca, sertão de Alagoas, que tem várias comunidades integrando a Rede Artesol

Izabel Oliveira dos Santos, 47 anos, produz peças de artesanato utilizando cipó na Serra das Viúvas, Água Branca, sertão de Alagoas. A região tem várias comunidades integrando a Rede Artesol

O projeto da Rede prevê ainda a capacitação dos artesãos através de visitas de consultores que vão viajar por todo o País para estimular os artesãos  a utilizarem as novas tecnologias para valorizar e expor seu trabalho na Rede e ainda um canal de educação à distância para que os artesãos possam ser constantemente atualizados e estimulados a trabalhar em Rede. Nesta semana, Josiane Masson e  Sônia Quintella já deram início a visita a grupos piauienses e vão aproveitar para iniciar um mapeamento de artesãos do estado que já integram ou têm potencial para entrar na Rede Artesol. Em todo o País, novos grupos serão convidados a participar do projeto. “È uma iniciativa que vai contribuir expressivamente com a salvaguarda dos saberes e fazeres artesanais brasileiros, um importante patrimônio imaterial do País”, explica Masson.

 

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