No dia 18 de março, a Artesol  firmou uma  parceria com a Prefeitura de Teresina para mapear e divulgar nacionalmente os grupos de artesãos locais que atuam com atividades como a arte santeira, a cerâmica, os bordados, a renda de bilro tecelagem, produção de cestaria com fibra de carnaúna, entre outras técnicas manuais na capital. O acordo foi celebrado com uma  palestra no evento Dia do Artesão, que foi realizado no Parque da Cidadania, com a presença de  mais de 300 artesãos da cidade.

No bate-papo, Josiane Masson, coordenadora executiva da ONG abordou a importância da Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro,  iniciativa que conecta artesãos, comerciantes, instituições e consumidores interessados na promoção do artesanato nacional, além de falar sobre a relevância da salvaguarda dessas expressões culturais.

Palestra sobre Rede Artesol durante o Dia do Artesão em Teresina-PI

Palestra sobre Rede Artesol durante o Dia do Artesão em Teresina-PI

 

O objetivo da parceria é identificar mestres, associações e grupos locais para fomento e promoção da diversidade do artesanato piauiense através da Rede Artesol. O projeto prevê a visita a grupos locais, orientação técnica e inclusão de informações sobre a produção local na plataforma da Rede, que abrange mais de cem associações e artesãos individuais no Brasil. Durante viagem ao estado do Piauí, a presidente da Artesol Sonia Quintella e a coordenadora Josiane Masson  também estão visitando outros destinos do estado conhecidos pela expressiva produção artesanal, como Pedro II (tecelagem), Morro da Mariana (rendas), Buriti dos Lopes (bordados), a Ilha de Santa Izabel (cestaria) e Parnaíba (cestaria).

Arte santeira na CAMED, em Teresina

Arte santeira na CAMED, em Teresina

“Estamos estudando o perfil das associações, conversando com os artesãos, identificando o perfil de lideranças e a capacidade dos grupos de trabalhar de forma coletiva. Também avaliamos os principais desafios logísticos, o manejo das matérias-primas, a relação com o mercado e o potencial criativo de cada comunidade”, explica Josiane. O objetivo, segundo ela, é vislumbrar possíveis estratégias para ampliação de acesso ao mercado”, explicou Josiane,

Em  muitos grupos tivemos boas surpresas. “Encontramos associações que preservam acervos de peças valiosas, como rendas de mais de 100 anos, vimos uma produção autêntica e testemunhamos o trabalho de mulheres inovadoras que estão criando novos objetos e fazendo parcerias com diferentes grupos. Estamos bastante motivadas a divulgar todo esse potencial do estado”, conta a presidente Sonia.

Visita a comunidade de arteãs que atuam com cestaria na Ilha de Santa Isabel

Visita a comunidade de arteãs que atuam com cestaria na Ilha de Santa Isabel

Casa das Rendeiras no Morro das Marianas

Casa das Rendeiras no Morro das Marianas

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