Histórico Completo

O Comércio Justo surgiu na Europa, mais especificamente na Holanda, entre as décadas de 1960 e 1970, quando organizações não-governamentais importaram artesanatos de países do terceiro mundo para serem comercializados em encontros e pequenos locais de venda. As ideias e iniciativas ligadas a este princípio surgiram com o objetivo de ampliar o mercado de forma mais justa para pequenos produtores de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Aos poucos, e mais fortemente há 25 anos, o conceito de Comércio Justo foi se estabelecendo como uma parceria comercial transparente em busca de um maior equilíbrio no comércio internacional, com garantia de desenvolvimento sustentável aos trabalhadores e produtores do Hemisfério Sul. O desenvolvimento desde conceito através dos anos até premitiu a formatação dos dias de hoje: uma forma de pensamento.

 
Em 1969, foi inaugurada na Holanda a primeira loja de Comércio Justo na qual eram vendidos artesanatos de pequenos produtores do hemisfério sul e onde também se realizavam campanhas de sensibilização contra as regras injustas do comércio internacional. O café foi o primeiro produto a seguir o padrão de certificação desse tipo de comércio em 1988.
No Brasil, o Comércio Justo teve seu início na década de 1970, quando ONGs europeias ligadas à igrejas auxiliaram na organização de grupos de trabalhadores rurais e na venda informal de artesanato.

 
A primeira iniciativa brasileira com o Comércio Justo foi um projeto da FLO (Fairtrade Labelling Organization) com o “Suco Justo”, envolvendo produtores de laranja de Paranavaí/PR. Mais tarde, o café foi o grande produto do comércio justo brasileiro, com projetos envolvendo várias organizações.

 
O Comércio Justo como forma de pensamento teve início apenas nos anos 2000. Desde então, discussões foram aprofundadas com relação ao mercado interno, às regras de certificação e às políticas de incentivo à pequena produção.
O maior problema para os pequenos produtores de países do terceiro mundo é a dificuldade de acesso ao mercado nacional e internacional. O Comércio Justo surgiu para oferecer a estes produtores condições mais justas e adequadas para que eles possam competir no mercado, e estabelece compromissos por parte do produtor, dos intermediários e do consumidor para que as relações de compra e de venda sejam equilibradas.

 
No Brasil o Comércio Justo também é conhecido como “comércio ético e solidário” e vem se desenvolvendo ao longo dos últimos anos, promovendo o apoio e filiciações à iniciativas como a do World Fair Trade Organization (WFTO), que visam um contato direto entre produtor e comprador para torná-los independentes dos atravessadores. Seu conceito ainda é relativamente pouco conhecido, tanto que um de seus maiores desafios é a disseminação do movimento e sua apropriação pelos consumidores.

 
Mundialmente, “o Comércio Justo certificado têm crescido a taxas anuais acima de 20%, entre 1997 e 2003, (…) num movimento global em torno de 500 milhões de dólares em 18 países. Cerca de 800 mil famílias na África, América Latina e Ásia foram beneficiadas (…)” (fonte: Comércio Justo – Pesquisa Mundial. 2004, Sebrae).

 
No final de 2006, a ArteSol recebeu a certificação do WFTO, e hoje compõe o pequeno grupo de cerca de 200 organizações em todo o mundo que têm como missão melhorar as condições de vida dos pequenos produtores. A ArteSol é a primeira organização brasileira de artesanato a possuí-la, pois preencheu os requisitos necessários para fazer parte dessa organização. O selo do WFTO identifica os produtos de organizações que obedecem aos princípios do comércio justo.

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