5. Não ao trabalho infantil

É preciso deixar clara a diferença entre repasse do saber e exploração do trabalho infantil.

Desde crianças, estamos acostumados a aprender ofícios praticados por nossos parentes mais velhos, como o artesanato.  Ao observar os avós, tios ou mães fazerem trançado, ou cerâmica, ou fiação, esse aprendizado é quase uma brincadeira e faz parte da vida familiar. Essa transmissão de conhecimento de mãe para filho, que chamamos de repasse do saber, faz parte da tradição das comunidades e é importante na preservação da cultura de um povo.

No entanto, esse saber artesanal das crianças não pode ser utilizado em hipótese alguma pelos mais velhos como forma de obter renda, pois isso se caracteriza como exploração do trabalho infantil. A criança não deve ser obrigada a produzir artesanato para ser comercializado, pois segundo as leis nacionais e internacionais de proteção à infância, toda criança tem o direito de estudar e brincar, em primeiro lugar.

Na Associação dos Produtores de Cerâmica de Coqueiros/BA, assim como na maioria das outras associações, os artesãos aprendem o saber-fazer tradicional com suas mães e avós ainda quando crianças. Este repasse do saber é importante para preservar a tradição da comunidade, mas os artesãos têm conhecimento de que partes do processo de produção, como a queima da cerâmica, não devem ser feitas por crianças devido ao esforço físico despendido.

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