Artesol celebra Dia do Comércio Justo e sugere responsabilidade coletiva




Artesãs do Grupo Araucária do Rio Grande do Sul que integram a Rede Artesol e trabalham de forma coletiva com respeito aos princípios do comércio justo.  Foto Renata Mendes

No dia 12 de maio, a Artesol se soma a mais de 400 organizações do mundo todo para celebrar o Dia do Comércio Justo junto à World Fair Trade Day (WFTO), organização que reúne parceiros internacionais em torno de valores relacionados a práticas éticas e racionais de comércio. Em 2018, o tema da campanha criada pela organização é o “Nós vivemos justos. Um produto por vez”. O foco principal é estimular consumidores a repensarem seus hábitos de consumo e sua influência no modelo de produção e no modo de vida dos produtores. Segundo Zulma Britez, coordenadora da Secretaria Regional WFTO da América Latina, o consumo consicente é uma das estratégias chaves para se proporcionar uma vida digna aos pequenos produtores mais desfavorecidos. 

“Um produto de cada vez - sugere um processo que é mais sustentável e duradouro. A ideia é que os consumidores revejam o ritmo de consumo, mas sejam mais exigentes nas suas escolhas e estejam dispostos a pagar mais por produtos criados de forma justa” explica o texto da campanha,  Nesse sentido, a WFTO estimula que o público se atente às condições de criação dos produtos antes de fazerem suas opções de compra e evitem o consumo desenfreado de itens que são criados em série com condições injustas de trabalho e renda e com degradação ambiental dos territórios onde são produzidos. Isso quer dizer buscar informações que dizem respeito aos valores pagos aos pequenos produtores e à origem da matéria-matéria. A madeira foi extraída legalmente? Os resíduos tóxicos são descartados de forma correta? Existe uso de mão de obra infantil? As mulheres recebem salários tão dignos quanto os homens? 



Zulma Britez, oordenadora da Secretaria Regional WFTO da América Latin, Adriana Ledezma, diretora acadêmica da Universidade São Tomás do Chile e Carlos Gallardo, diretor acadêmico da mesma universidade

 No Brasil, a Artesol é uma das três instituições parceiras da WFTO na disseminação dos princípios do comércio justo como, por exemplo, a valorização dos pequenos produtores, o pagamento de valores justos aos fornecedores e a igualdade de género, ou seja, o pagamento igualitário referente à mão de obra masculina e feminina.  Para a coordenadora executiva da Artesol, Josiane Masson, o comércio justo se traduz em parcerias comerciais baseadas em diálogo, transparência e respeito, que buscam um maior equilíbrio nas trocas de serviços e bens. Por isso, ele deve ser uma responsabilidade coletiva de produtores, comerciantes e consumidores. “É um movimento que contribui para o desenvolvimento sustentável, proporcionando condições de negócios mais justas para os produtores e assegurando os seus direitos de trabalhadores. Essa questão é muito importante para o desenvolvimento social nas regiões mais vulneráveis do país, onde estão a maior parte dos artesãos tradicionais”, comenta a gestora.

Esses valores estão nos pilares de atuação da Artesol que busca promover a valorização dos núcelos de artesãos em todo o País, através de projetos de capacitação, divulgação e comercialização justa. Um desses projetos é a própria Rede Artesol, que envolve mais de uma centena de grupos de artesãos em todo o Brasil. Através do projeto, eles  ganharam uma página online com suas histórias, produtos e contatos. A iniciativa tem como foco proporcionar a conexão direta de pequenos produtores ao mercado, estimulando, assim, o fortalecimento econômico do artesãos. Essa aproximação do mercado nacional e, inclusive, internacional através da tecnologia protege os artesãos da exploração de atravessadores locais e proporciona a valorização dos seus produtos e de sua mão de obra. "Essa  é uma questão importante para estimular as novas gerações a darem continuidade ao trabalho dos seus pais, mantendo vivos saberes tradicionais, com rendimentos justos", conta Masson. 

Para conhecer mais sobre os príncípios do comércio justo, acesse o link:
O que é comércio justo?
 

Conheça mais sobre a WFTO: 
wfto.com