Corumbá/MS e Ladário/MS

Singular na forma e sonoridade, a viola-de-cocho integra, juntamente com o ganzá e o tamborim ou mocho, o cururu e o siriri, manifestações caracterizadas por musicalidade, poética e coreografia singulares, cultivadas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul como diversão ou devoção a santos católicos.

Tema: Entalhe em Madeira - 2002-2003

Cidade: Corumbá/MS e Ladário/MS

Duração: 1 ano

Artesãos Beneficiados: 9

Gênero: todos homens

Singular na forma e sonoridade, a viola-de-cocho integra, juntamente com o ganzá e o tamborim ou mocho, o cururu e o siriri, manifestações caracterizadas por musicalidade, poética e coreografia singulares, cultivadas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul como diversão ou devoção a santos católicos.

Em Mato Grosso é amplamente produzida e cultivada. Em Mato Grosso do Sul a cultura está em processo de revitalização: Vitalino Soares Pinto, Agripino Soares Magalhães, Inácio Souza Brandão e Severino Dias Moura são cururueiros, guardiões de uma cultura musical peculiar. Além de tocar, mantêm viva a tradição da arte de
fazer viola e a repassam-na a quem queira aprendê-la.

O nome viola-de-cocho se deve à técnica de escavação da caixa de ressonância do instrumento em uma tora de madeira inteiriça, também observada na fabricação de cocho, recipiente utilizado para alimentação do gado.

A técnica de confecção é artesanal, não havendo duas violas iguais. Cada cururueiro faz seu instrumento ideal, conforme o tamanho de seu braço. Quem não sabe fazer, encomenda a um mestre-artesão. Nem todo cururueiro é artesão de seus instrumentos, mas todo artesão de viola-de-cocho deve ser um cururueiro, e, assim, ter conhecimento do potencial sonoro do instrumento que fabrica.

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