RedeSol e Centro Ruth Cardoso

Como homenagem à grande antropóloga e criadora de organizações não-governamentais, cujas ações desencadearam um salto qualitativo do 3º setor e na participação da sociedade civil brasileira nos rumos das políticas sociais do País, foi criado o Centro Ruth Cardoso, iniciativa da AlfaSol em conjunto com as organizações da RedeSol (ArteSol, Comunitas, CapaSol e UniSol).

A missão do Centro é preservar a memória e a obra acadêmica e social de sua titular, assim como disseminar conhecimento nas áreas ligadas às políticas sociais e às ciências humanas, para tornar-se armazém, produtor e difusor de novas idéias. Esses objetivos serão cumpridos com a realização de visitas do público em geral, de encontros acadêmicos, seminários, eventos culturais, publicações impressas e virtuais e com o uso de novas tecnologias, em consonância com o pensamento de Ruth Cardoso, sempre voltado para o futuro.

O edifício Ruth Cardoso acolhe atualmente, além do Centro, as entidades concebidas por Ruth Cardoso no âmbito do que ela chamava Rede Solidária, ou RedeSol, para designar a união das cinco instituições fundadas por valores e propósitos comuns.

Organizações RedeSol

A AlfaSol é uma entidade da sociedade civil criada em 1996 com a missão de disseminar e fortalecer o desenvolvimento social por meio de práticas educativas sustentáveis.

A missão, a razão de ser e sentido estratégico da Comunitas é assegurar a continuidade das ideias e ações promovidas pela Comunidade Solidária.

Seu objetivo é promover vivências e intercâmbio de conhecimento entre universitários e comunidades de todo o país, influindo diretamente no desenvolvimento local, no fortalecimento da pesquisa e extensão universitária e na formação cidadã dos estudantes.

Por Ruth Cardoso

“Todo artesão tem um saber e quer ser reconhecido. (…) De modo que quando a gente chega e acha bonito alguma coisa que eles fazem, só achar bonito já e uma consideração enorme com eles. É reconhecer aquilo que pra eles é importante.”

“O primeiro momento é simplesmente uma ampliação de consumo que é muito significativa porque ela mostra pra gente que essas pessoas querem estar integradas ao universo do consumo. Não porque elas querem o último carro, é porque elas querem o mínimo de um padrão de vida, de uma qualidade de vida.”

“Nós estamos querendo trazer esse saber tradicional para o mercado para gerar renda e para gerar legitimidade para todos esses aspectos culturais também.”

“A arte popular não tem história, ela é, ela é. Ela existe, é parte da vida cotidiana. Quando se faz cerâmica, se faz cerâmica utilitária, quando se faz boneca de pano, é porque não tem outra boneca e é aquela que é possível dar para as crianças brincarem.”

“O que queremos fazer é mostrar que o passado está vivo, que esse saber, essa arte existem, podem se expressar e fazer parte do mercado, não têm que estar excluídos. A gente nunca deve ver a arte popular como alguma coisa alternativa; ela tem que fazer parte e estar integrada ao mercado.”

“Essa junção entre a arte dos designers e a utilização dos recursos da arte popular mostra que o Brasil hoje é assim. Nós não somos mais aquela imagem de uma área pobre e segregada, nem queremos ser. Nós queremos olhar pra frente. E olhar pra frente é criar essa integração.”

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