Associação Brincando com a Linha

Localização CNB 3, lote 10 apto 901 - Táguatinga/DF - CEP 72115-908
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Telefone (61) 3532-0928 / (61) 9.8513-9881
Contato Fatima

 

As mãos que criam, criam o que?

Sou filha das águas primeiras,
Mãe de toda a Vida!
Vim pra junto da Mãe Terra
como guardiã das águas doces.
Quando a saudade me abraça,
canto!
Pois meu canto é o portal
que me leva pra junto de minha Mãe.
Aqueles que escutam esse canto
se lembram de sua origem verdadeira
e seus corações se lançam no profundo das águas
para o abraço que extirpa o sonho.
Raquel Lara Rezende

A fonte de inspiração das artesãs da Associação Brincando com Linhas é o universo da cultura popular tradicional brasileira, suas histórias, mitos e lendas que bordam em livros de tecido, colchas, almofadas e lençóis. Além dos temas culturais, as artesãs também se inspiram na flora da região.

A grande extensão territorial do Brasil e os grandes fluxos migratórios, forçados e espontâneos, criaram uma das características mais significantes do país: a diversidade. Antes dos europeus invadirem e saquearem o território chamado depois de Brasil, já viviam nele mais de 300 etnias indígenas, cada uma com sua singularidade cultural e linguística. Depois foram trazidos por meios violentos, pelos portugueses, povos de diferentes grupos étnicos do continente africano, muitos pertencentes aos grupos Banto e Iorubá. Mais tarde, ainda, vieram outros povos europeus e asiáticos em busca de oportunidades ou de uma vida nova.

O que chamamos, então, de cultura popular tradicional brasileira é na verdade um universo diverso e rico, vivo que está presente no cotidiano de muitas comunidades e pessoas. Está presente na forma de viver e de entender a vida, de construir as casas, na religiosidade, nas práticas de plantio, pesca, nos ofícios, no artesanato, no jeito de contar histórias. Muitas das lendas, histórias e figuras mitológicas bordadas pelas artesãs estão presentes nas teias da vida dos brasileiros e brasileiras, como a Mãe D’água, o Saci, Neguinho do Pastoreiro, o Boto Cor-de-Rosa, entre outros.

 

Onde criam?

Em um folheto anônimo publicado em 1822, a ideia de uma futura cidade chamada “Brasília” aparece pela primeira vez. A partir daí muitos projetos foram pensados e defendidos com entusiasmo por aqueles que acreditavam na importância de promover maior ocupação do interior brasileiro. Mas apenas em meados do século XX, Brasília ganharia forma, sendo construída no Governo de Juscelino Kubitschek. O presidente foi e ainda é aclamado por muitos, por sua coragem e audácia ao concretizar a nova capital do Brasil, com plano urbanístico de Lúcio Costa, orientação de Oscar Niemeyer e o trabalho duro dos candangos, nome dado aos migrantes brasileiros vindos de todos os cantos do país.

Motivo de grande orgulho e admiração para alguns e alvo de críticas para outros, a cidade de Brasília passou por um processo histórico complexo que a tornou um espaço urbano marcado por contradições e por profunda desigualdade. Além de se constituir, enquanto capital federal, o centro político do país, sendo palco de importantes decisões e da intervenção dos movimentos sociais.

A construção de Brasília foi um importante marco para o projeto de desenvolvimento e integração do país que seguia o modelo de urbanização defendido pela modernidade. Nesse sentido, a cidade foi idealizada com duas cidades satélites, ou cidades dormitórios, que abrigariam os trabalhadores migrantes. Dessa forma, Brasília poderia passar uma imagem de cidade limpa e organizada. Entretanto, a migração foi muito maior que o esperado, surgindo várias outras cidades satélites para abrigar as pessoas que chegavam em busca de trabalho.

 

Quem cria?

A formação de grupos de mulheres artesãs constitui uma rica experiência de grupos de trabalho, onde as artesãs constroem laços com outras mulheres, a partir de um saber-fazer que compartilham. Como a maior parte delas vêm de diferentes regiões do Brasil, suas experiências e conhecimentos se encontram com semelhanças e diferenças no modo de fazer, o que amplia o universo artesanal, cultural e social de cada uma.

Brincando com Linhas surgiu da reunião de mulheres, todas aposentadas, que se reuniam para bordar, como uma forma de passar o tempo. Uma delas, então, sugeriu que procurassem o Sebrae, através do qual tiveram acesso a capacitações que as estimularam a formalizar, em 2007, o grupo enquanto associação.

Atualmente com cerca de seis bordadeiras associadas, além de outras terceirizadas, a Brincando com Linhas comercializa seus produtos no Distrito Federal e em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais. Também já foram vendidos para os Estados Unidos e Canadá. .

 

Saiba mais:

- Dissertação “E a história se fez cidade... ” : a construção histórica e historiográfica de Brasília, de Viviane Gome Ceballos. 

 

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