Associação Tranças da Terra

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Contato Tereza Kummer

As mãos que criam, criam o que?


Nas ágeis mãos dos artesãos do Grupo Trançados da Terra, a palha do trigo se transforma em 30 diferentes produtos como delicadas cestas de pães, luminárias, centros de mesa, jogos americanos, mandalas, revisteiros e até acessórios de moda, como bolsas e chapéus. Os objetos são divididos em cinco diferentes coleções: Cores da Terra, Flores da Terra, Curvas da Terra, Coleção Interiores e Coleção Flor de Menina. Algumas peças são trançadas com temas florais vazados e outras com um trançado fechado. Existem opções na cor crua, ou com tingimento natural nas cores vermelho, amarelo e marrom.

O trigo é colhido apenas uma vez por ano. A palha é toda armazenada em um local apropriado, para evitar a proliferação de fungos. Pode-se armazenar até 500 quilos de palha por ano. O material é selecionado pelas artesãs e separado por espessura. Com a trança fina as artesãs criam flores pequenas. Com  palha grossa, elas desenvolvem  peças maiores como o chapéu, a bandeja, a mandala e as flores grandes. 

Onde Criam?

 

A região do meio-oeste catarinense foi considerada a “Capital do Trigo” na década de 50. A região foi colonizada por imigrantes italianos e alemães que tradicionalmente trabalhavam com o artesanato feito em palha de trigo produzindo chapéus e ‘sportas’ (palavra italiana que significa sacolas), que eram usadas nas plantações e nas idas à cidade para compras.No final dos anos 60, com a mudança da fronteira agrícola para o Paraná e a mecanização da agricultura, a cultura do trigo na região foi praticamente desativada. A produção do artesanato em palha de trigo resistiu em poucas comunidades de agricultores, que prosseguiram cultivando o cereal nos moldes tradicionais, sem uso de máquinas.

Em 2005, um projeto da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) resgatou a atividade como estratégia de inserção produtiva de comunidades rurais do município de Joaçaba. A iniciativa contou com o envolvimento do SEBRAE que desenvolveu uma metodologia de gestão estratégica para capacitar o grupo com foco em aprimoramento do design e comercialização. Hoje, fazem parte da associação artesãos dos municípios de Joaçaba, Luzerna, Lacerdopolis e Catanduvas.

Quem cria


Filhas de imigrantes, a maioria das mulheres artesãs aprenderam com os pais a fazer chapéus e bolsas com a palha. Elas semeavam o trigo  e colhiam a palha para o trançado. O projeto  criado em 2005 conectou as mestras que já dominavam a técnica do trançado  com outras mulheres que não conheciam a atividade, mas tinham interesse em aprender.

Atualmente, o grupo  reúne 20 artesãos e 3 produtores de trigo que estão organizados de forma associativa e em rede. A  metodologia de trabalho se vale de princípios como o respeito às raízes culturais da região, a sustentabilidade social, econômica, ecológica, territorial, cultural e os valores do comércio justo. A estrutura do projeto é composta por um núcleo administrativo, cinco oficinas de produção, dois núcleos de produtores de matéria prima e três campos experimentais.

 

Saiba Mais: 

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Onde Comprar

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