Grupo Ser Brasileiro

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As mãos que criam, criam o que?

“Sou feita de retalhos. Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou. Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior. Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade…que me tornam mais pessoa, mais humano, mais completo”.

Trecho de “Ou feita de retalhos”, de Cora Coralina.

O verbo bordar significa ornamentar tecidos com fios, formando desenhos, formas e símbolos. O ato de bordar existe, segundo vários estudos, há mais de 30 mil anos, com a descoberta da agulha e desde sempre cumpriu uma função principalmente estética. As civilizações antigas que se localizavam próximas às margens do Rio Eufrates praticavam intensamente a arte do bordado, sendo responsáveis por sua difusão. A partir do século VII, o Ocidente passou a se interessar cada vez mais pela arte, levando às abadias e aos mosteiros o ensino do bordado.

O costume de bordar foi difundido no Brasil pelas freiras portuguesas, espanholas, alemãs, entre outras, que ensinaram muitas mulheres a bordar. No século XIX, o bordado tradicional e o crochê chegaram a ser disciplinas obrigatórias para mulheres. Hoje, entretanto as técnica ganham outros usos e sentidos, além de outras inspirações. As artesãs do Ser Brasileiro, por exemplo, se inspiram no bioma da região, o cerrado, na produção de acessórios com flores em crochê, panos de prato, toalhas, almofadas, entre outros produtos.

Onde criam?

Em um folheto anônimo publicado em 1822, a ideia de uma futura cidade chamada “Brasília” aparece pela primeira vez. A partir daí muitos projetos foram pensados e defendidos com entusiasmo por aqueles que acreditavam na importância de promover maior ocupação do interior brasileiro. Mas apenas em meados do século XX, Brasília ganharia forma, sendo construída no Governo de Juscelino Kubitschek. O presidente foi e ainda é aclamado por muitos, por sua coragem e audácia ao concretizar a nova capital do Brasil, com plano urbanístico de Lúcio Costa, orientação de Oscar Niemeyer e o trabalho duro dos candangos, nome dado aos migrantes brasileiros vindos de todos os cantos do país.

Motivo de grande orgulho e admiração para alguns e alvo de críticas para outros, a cidade de Brasília passou por um processo histórico complexo que a tornou um espaço urbano marcado por contradições e por profunda desigualdade. Além de se constituir, enquanto capital federal, o centro político do país, sendo palco de importantes decisões e da intervenção dos movimentos sociais.

A construção de Brasília foi um importante marco para o projeto de desenvolvimento e integração do país que seguia o modelo de urbanização defendido pela modernidade. Nesse sentido, a cidade foi idealizada com duas cidades satélites, ou cidades dormitórios, que abrigariam os trabalhadores migrantes. Dessa forma, Brasília poderia passar uma imagem de cidade limpa e organizada. Entretanto, a migração foi muito maior que o esperado, surgindo várias outras cidades satélites para abrigar as pessoas que chegavam em busca de trabalho.

Quem cria?

A formação de grupos de mulheres artesãs constitui uma rica experiência de grupos de trabalho, onde as artesãs constroem laços com outras mulheres, a partir de um saber-fazer que compartilham. Como a maior parte delas vêm de diferentes regiões do Brasil, suas experiências e conhecimentos se encontram com semelhanças e diferenças no modo de fazer, o que amplia o universo artesanal, cultural e social de cada uma.

O grupo Ser Brasileiro surgiu assim: a partir da reunião de algumas mulheres que se encontravam para bordar e fazer crochê. Procuraram então o apoio do Sebrae que facilitou a participação do grupo nas feiras de artesanato e em capacitações.

 

Saiba mais:

Dissertação “E a história se fez cidade... ” : a construção histórica e historiográfica de Brasília, de Viviane Gome Ceballos. 

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