Xambiart - Cooperativa das Artesãs de Biojoias de Xambioá (COOBAX)

Localização Avenida X, n 1339, Setor Leste - Xambioa/TO - CEP 7788000
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Contato Ronilda Martins Borges Milhomem

As mãos que criam, criam o que?

“Veias serpenteiam o planalto
Sangue incolor ainda verte pacificamente,
Rompendo barreiras, tentando sobreviver.

Antes inóspito, bravio, fluía insolente,
Sem as mãos do homem a lhe ferir,
Jazia sob o seu leito riquezas em diamantes”.

Trecho do poema de Jose Aparecido Botacini.

Brincando de combinar cores e formas com sementes, conchas do rio, cocos, fibras e capim dourado, espécie de sempre-viva nativa do Tocantins, as artesãs da Xambiart criam biojoias cheias de elegância e estilo e outras peças como mensageiro do vento e porta-joias. Olho-de- boi, açaí, patuá, tucumã e jarina são algumas das sementes usadas pelas artesãs. Com resina cristal e pastilhas que fazem a partir do coco do babaçu, da guariroba e do buriti produzem ainda porta-panela e porta-copo. As sementes e os cocos utilizados são coletados, separados e depois de secos são furados e polidos. Uma parte das sementes é tingida sem o uso de produtos químicos, o que revela a preocupação da cooperativa de que o trabalho artesão seja sustentável. As peças das artesãs já estiveram presentes em eventos de moda e design em Recife e em Xambioá.

Onde criam?

No norte do Tocantins, às margens do rio Araguaia, se encontra o município de Xambioá. Localizada na região conhecida como bico do papagaio, a cidade surgiu depois da descoberta de uma jazida de cristal de quartzo na década de 1950. Xambioá também é conhecida por conta da Guerrilha do Araguaia, movimento criado no final da década de 1960 pelo PCdoB, Partido Comunista do Brasil, para fomentar uma revolução socialista. A economia da cidade tem como principais pilares a agropecuária, o turismo e a mineração, sendo a Votorantim, a principal empresa atuante. A região onde se encontra, no baixo curso do Araguaia, próximo à sua foz no rio Tocantins, era habitada pela etnia indígena Karajá do Norte, também conhecida como Xambioá, que hoje dá nome ao município, ou canoeiros. Em 1930 as aldeias dos antigos Xambioá encontravam-se reduzidas a 8 grupos locais, alguns deles próximos aos núcleos regionais com os quais comercializavam há cerca de 30 anos. Com o tempo, seus descendentes se espalharam em grupos menores. As águas do Araguaia brotam em Goiás e seguem ganhando volume e extensão, formando uma extensa rede hidrográfica que une as regiões centro-oeste e norte do Brasil, sendo um divisor natural dos estados do Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará. Depois de fluir por cerca de dois mil quilômetros o Araguaia deságua nas águas do rio Tocantins, passando assim por inúmeras cidades e localidades, sendo fundamental para o equilíbrio ambiental de uma das regiões com a maior biodiversidade de fauna e flora do planeta. Ao longo das últimas décadas, entretanto, o rio tem enfrentado desafios causados pela construção de hidrelétricas, pela monocultura, principalmente de soja, e pelo desmatamento das matas ciliares.

Quem cria?

A cooperativa Xambiart é resultado do Programa ReDes, uma parceria entre o Instituto Votorantim e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. O Programa, cujo objetivo central é estimular o desenvolvimento sustentável, existe desde 2010, e hoje atua em 28 municípios brasileiros que se encontram em regiões nas quais há uma unidade da Empresa Votorantim. A partir do conhecimento tradicional de manejo das plantas, o projeto levou ao grupo de cerca de 20 artesãs da região de Alto Bonito, em Xambioá, em 2013, diversas capacitações que abordaram desde a retirada de matéria-prima da natureza de forma sustentável até a produção e comercialização das peças. A região de Alto Bonito, onde o projeto se encontra, é foco de desmatamento, o que estimulou a atuação do grupo na recuperação de áreas desmatadas, com o plantio de árvores nativas como jatobá, ipê, buriti, açaí, bacaba, cedro.

 

Saiba Mais:

Site do Programa ReDes

Onde Comprar

Casa de Ana

Ponto Solidário

Zambê