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Expoartesanías 2022: o que a Colômbia tem a nos ensinar sobre políticas para o artesanato tradicional

A coordenadora da Rede Artesol, Helena Kussik, foi prestigiar uma das maiores feiras de artesanato do mundo para realizar articulações e pesquisas. O evento apresenta mais de 10 mil peças artesanais, revelando o potencial cultural da Colômbia de forma inovadora. Confira o relato !

Helena Kussik


Vivenciar a cultura colombiana na feira Expoartesanías é uma oportunidade única e extasiante. Adentrar o Centro de convenções Corferias, localizado na capital Bogotá, é ir de encontro a uma das maiores feiras de artesanato da América Latina, que apresenta em seus cinco pavilhões o melhor da produção nacional. A 32ª edição, que aconteceu entre 7 e 20 de dezembro, contou com mais de 800 expositores dos 32 estados do país. Esses números, porém,não dão conta de expressar o que significa encontrar com artesãs e artesãos de todo o país, que se prepararam durante o ano para expor suas produções e contar suas histórias, compartilhando de forma generosa o que eless têm de mais valioso.

Por isso, vou contar um pouco do que vi nos cinco dias em que estive na Expoartesanías, dias dedicados a ver, ouvir e sentir o que tantas artesãs e artesãos tinham a mostrar. No primeiro dia de feira, participando da cerimônia de abertura, uma das primeiras coisas que me chamou a atenção foi a sensibilidade do discurso dos promotores da feira, representados por Andrés López Valderrama, presidente de Corferias, Adriana María Mejía Aguad, diretora da organização Artesanías de Colombia, e Arturo Bravo, vice-ministro do Turismo. A percepção compartilhada que se tem do artesanato colombiano é perpassada pela valorização cultural e reconhecimento de seu valor intangível, carregado de tempo e história, que elaboram juntos seus significados lidos na beleza magistral das peças. Além disso, o artesanato é fonte promotora de desenvolvimento sustentável – social, ambiental e econômico – e possui um papel fundamental na reconstituição da paz em territórios tradicionais profundamente afetados por conflitos armados que arrastam-se por décadas no país.

A grandeza da feira, que movimentou em duas semanas o equivalente a mais de 19 milhões de reais em negócios realizados diretamente com os artesãos, é a coroação de um trabalho profundo e dedicado que a organização Artesanías de Colombia realiza há quase seis décadas no país. Criada em maio de 1964 como uma organização governamental vinculada ao Ministério do Comércio, Indústria e Turismo, ela tem como missão aumentar a capacidade competitiva do setor artesanal, melhorar a qualidade de vida das comunidades artesãs, preservar e recuperar o patrimônio cultural vivo e aumentar a sustentabilidade ambiental dos processos artesanais. Para isso, a Artesanias está em estreita associação com instituições governamentais, regionais e locais, empresas privadas, fundações e organizações internacionais.

Uma das ações mais expressivas e inspiradoras realizadas pela organização são os Laboratórios de Inovação e Design, espaços de cocriação nos quais Artesanías de Colombia trabalha em conjunto com oficinas de artesãos dos 32 departamentos da Colômbia e de Bogotá na elaboração de peças que exaltam as técnicas e ofícios artesanais, representando a cultura material de um país e as tendências de design do mundo, através da transformação de matérias-primas representativas da Colômbia.

Na entrada dos pavilhões 1, 3 e 6 de Expoartesanías era possível encontrar a coleção “Conexões”, desenvolvida nesses Laboratórios Colombianos de Inovação e Design Artesanal durante o ano de 2022. A coleção foi baseada nas histórias que os artesãos contam sobre profissões emblemáticas como a marcenaria, entre outras, exaltando a técnica e as tradições das regiões. Ela foi desenvolvida junto a 390 unidades produtivas de 86 municípios do país.

Segundo a organização do evento, “Conexões é um tecido entre cultura, história, comercio, técnica, comunidade e matérias-primas, onde cada peça, feita à mão por artesãos, representa os caminhos que vão sendo forjados de geração em geração, criando uma jornada que mostra o crescimento e a transmissão de conhecimento das comunidades de artesãos do país”.

Para além da coleção e peças em destaque, todo esse trabalho reflete diretamente na forma como o artesanato é apresentado como um todo na feira. Isso era prontamente percebido ao encontrar artesãos orgulhosos de seus ofícios, conscientes de sua relevância social e cultural e com domínio não só da técnica, mas também de suas histórias que eram repassadas de forma autêntica e cativante. Conversando com os artesãos era possível acessar territórios diversos a partir de sua cultura material, uma vez que muitos deles tinham no próprio estande, além das peças, matéria-prima preparada em diferentes estágios de produção, ferramenta para explicações detalhadas sobre os processos de elaboração das peças.

Além da produção artesanal com técnicas de trançado, cerâmica, entalhe, tecelagem, bordados e trabalhos com miçangas, a Expoartesanías promoveu uma ampla programação cultural com shows de música e dança tradicionais, oficinas com os artesãos, rodas de conversas, palestras, rodadas de negócio e uma deliciosa seleção dos mais representativos pratos típicos que podiam ser degustados nas praças de alimentação. Sem dúvida, uma oportunidade única para se experienciar a cultura colombiana em um mergulho profundo e apaixonante.

Rede Artesol


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Helena Kussik é mestre em Antropologia e atua como designer e pesquisadora. Atualmente se dedica a projetos de mapeamento de comunidades artesãs e articulação entre setores e agentes integrados na cadeia do artesanato nacional.

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