Núcleo de Tecelagem Amargosa

Localização Comunidade Amargosa 2, zona Rural s/n Poço Verde SE - Poço Verde/SE - CEP 49490 00
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Contato Renilda Maria dos Santos

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As mãos que criam, criam o quê?

As conhecidas redes são produzidas em grandes teares de madeira com dois pedais  e a tecelagem divide-se em 3 etapas: urdir, entranhar o urdume no tear e tecer. 

A urdidura consiste em preparar os fios que receberão a trama. Possui como base o cabristilho, unidade de 24 fios que são colocados lado a lado. Uma rede de 1 metro possui 24 cabristilhos. 

A próxima etapa, o entranhar, consiste em passar os fios do urdume preparado um a um pelos liços, alternando um por dentro e outro por fora do olho do liço. É o processo de maior atenção, pois qualquer liço pulado gera defeitos na trama. 

No tecer, enquanto os pés dirigem os pedais alternando a subida dos liços, as mãos conduzem a lançadeira que leva o fio de um lado a outro e a força dos braços bate o pente ajustando a trama. 

O acabamento é todo manual, momento em que amarram as pontas soltas, acochoam, ou seja, torcem os grupos de fios para dar sustentação à rede, colocam as franjas, o maranhão, fazem o punho e colocam a varanda. 

Em Poço Verde os mais diversos padrões são tecidos utilizando finos fios de algodão colorido. O principal produto é a rede de dormir, mas também fazem outros produtos de decoração, como almofadas e jogos americanos. 

Quem cria?

Foi nos anos 90 que com os primeiros investimentos da EMATER - SE as artesãs de Poço Verde iniciaram a formalização do grupo e construção da sede da associação. Entre tantas pessoas que tiveram papel fundamental nessa história, dona Fiinha e uma de suas filhas, Maria, tiveram especial importância. A primeira, por ter introduzido os saberes da técnica e os primeiros teares e outra por ter estruturado o primeiro grupo e buscado um mercado para comercialização. 

Renilda, associada desde a fundação, teve participação ativa na formalização do grupo na década de 90. Tendo participado de feiras em todo território nacional, o grupo hoje é reconhecido por seu primor na tecelagem. 
No ano de 2013 participaram do projeto Tecnologia, Design e Inovação no artesanato promovido pelo IPTI e coordenado por
Renata Piazzalunga, consultora na área de economia criativa. Durante o período desenvolveram produtos contemporâneos, explorando possibilidades técnicas com a mentoria dos irmãos Humberto e Fernando Campana. Além disso ao longo dos anos contam com apoio do Sebrae e do Projeto Dom Távora.

Onde criam?

Às margens do Rio Real, na divisa com o estado da Bahia, está o município de Poço Verde. A povoação iniciada no início do século XVII, cresceu em meados do século XIX e no ano de 1953 passou à categoria de município. O nome, Poço Verde, se deve a um poço que mesmo nos períodos de estiagem permanecia cheio. Isso fazia com que a vegetação fosse sempre abundante em qualquer período do ano, coisa rara no semi árido sergipano. 

As inúmeras praças no centro da cidade são pontos de encontro da população e ficam especialmente movimentadas nos dias de feira e de festa. As principais festas são as de cunho religioso, a de São João, de Santa Cruz e de São Sebastião. 

A principal atividade econômica do município é a agricultura de milho e feijão, além da criação de ovinos e caprinos e o cultivo de mandioca para fabricação de farinha. Neste contexto, a tecelagem artesanal é uma importante fonte de trabalho e renda para a população. 



 

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