Artesanato Maravilha

Localização Assentamento P.A Panelão - Careiro/AM - CEP 69250-000
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Telefone (92) 99614-1923
Contato Antônia de Oliveira Melo

As mãos que criam, criam o quê?

O cipó ambé, ou imbé, que em tupi significa trepadeira, é uma planta nativa da Floresta Amazônica muito utilizada pelos povos tradicionais em trabalhos artesanais. Da planta que cresce enroscada em grandes árvores, os artesãos e artesãs utilizam suas raízes maduras. 

A coleta, respeitando o modelo de manejo sustentável, é realizada pelos homens que desde cedo aprendem a reconhecer as melhores raízes para os trançados. O ideal é que ela tenha a casca escura, bem grossa e cheia de nós. 

A preparação consiste na raspagem e retirada da entrecasca, cozimento e tingimento do cipó. Após essa preparação a fibra fica bastante maleável para ser trançada em balaios, cestos e bolsas dos mais variados tamanhos e formatos. 

Quem cria?

As artesãs e artesãos do Assentamento de Panelão dominam e vem aprimorando a técnica de trançado em cipó ambé há muitas gerações. Em 2019, Antônia de Oliveira Melo decidiu formar um grupo unindo membros de sua família e colegas da vizinhança para fortalecerem o artesanato que já produziam e assim surgiu o Artesanato Maravilha. 

Desde sua formação contam com apoio da organização Casa do Rio, que auxilia na comunicação e comercialização das peças. O grupo já atendeu pedidos de vários estados brasileiros, desenvolvendo linhas exclusivas para grandes marcas de reconhecimento nacional. 

Onde criam?

O grupo Artesanato Maravilha está no Assentamento Panelão, localizado na BR 319 Manaus – Porto Velho, no Km 117, a 3 km do centro da sede do município de Careiro Castanho.  O Projeto de Assentamento Panelão foi criado em 1998, com 260 lotes/famílias. Possui 3% da população do município, ocupando uma área de 3.633,25 hectares.

As principais fontes de subsistência e renda da comunidade são o plantio, extrativismo e produção artesanal. Em 2015 o PA sofreu com um incêndio que deixou a maioria de seus moradores sem seus plantios e sem renda. 

Com o apoio da Casa do Rio, os comunitários começaram a desenvolver técnicas de agroecologia, que resultaram no aumento de mais de 70% da renda dos comunitários que implementam os conhecimentos repassados em suas propriedades.