Artesanato Tupygua

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Contato Loren Ferreira de Paiva

As mãos que criam, criam o quê?

A produção artesanal da TUPYGUÁ valoriza as técnicas e práticas tradicionais dos povos indígenas Tupiniquim e Guarani, como biojoias utilizando sementes e fibras vegetais, peças com miçangas e a cestaria e trançado de cipó e palha. 

A produção local de 4 aldeias, Córrego do Ouro, Comboios, Areal e Pau-brasil, foi fomentada através do Programa de Sustentabilidade Tupinikim e Guarani (PSTG), com apoio da Suzano. A capacitação e o resgate de práticas ancestrais contribuem para valorizar a cultura das comunidades tradicionais e para o aumento da autoestima dos participantes, além de criar possibilidades de geração de renda através da comercialização.

Além do trançado com cipó e palha, montagem de biojóias e trabalho com miçangas já dominados pelas artesãs, foram realizadas oficinas de design, tingimento vegetal e introduzidas novas técnicas têxteis: estamparia e pintura em tecido e costura.

Os temas das coleções estão relacionados ao cotidiano das artesãs, à fauna e à flora locais e resgatam grafismos indígenas. Multiplicam-se colares e pulseiras de miçangas coloridas representando peixes, jacarés, tartarugas, aranhas e outros animais da região. Entre as referências à flora local, o pau-brasil. As penas das aves são reproduzidas pela técnica de pintura em tecido. Carimbos revelam tramas e grafismos. 

Quem cria?

O Programa de Sustentabilidade Tupinikim e Guarani (PSTG), iniciado em 2012 pela Suzano, apoia as comunidades indígenas próximas à unidade operacional em Aracruz, no Espírito Santo, envolvendo 1315 famílias de três Terras Indígenas, que vivem em 18.287 hectares já homologados. Ali encontram-se as etnias Tupinikim (89%) e Guarani (11%). O objetivo do PSTG é cultivar a convivência entre a empresa e as comunidades indígenas vizinhas às unidades de Aracruz e facilitar, nos territórios indígenas, um conjunto de ações integradas e de longo prazo, que permitam restabelecer, para os seus ocupantes, as condições ambientais necessárias para as práticas socioculturais, para a afirmação de sua identidade étnica e para atividades econômicas sustentáveis. 

Em 2017, inicia-se o eixo de artesanato dentro do PSTG para resgate de tradições e produção de artesanato, cujo objetivo principal é a geração de renda por meio da comercialização de peças feitas à mão pelas artesãs das aldeias de Córrego do Ouro, Comboios, Areal e Pau-brasil, todas da etnia Tupinikim com consultoria de design de Renato Imbroisi. A partir de 2018, a produção de peças focadas na abertura de novos mercados, em âmbito nacional, ganha força e amadurece, aderindo à marca TUPYGUÁ, já estabelecida para a comercialização dos produtos da meliponicultura indígena de Aracruz. 

Onde criam

Aracruz é um município localizado no litoral norte do Espírito Santo que, assim como outras cidades do litoral capixaba, teve seu processo de aldeamento no primeiro período de colonização portuguesa através da instauração de colônias jesuítas de catequização. É o único município capixaba que possui territórios indígenas no estado, ao todo são dez aldeias das etnias Tupinikim e Guarani. 

Com características ambientais únicas, é uma área pesqueira rodeada por grandes indústrias, que, além de gerarem emprego e renda, atuam na organização e financiamento de grupos produtivos. Através de tais projetos, há a intenção de fomentar a geração de renda familiar e instaurar relações comunitárias de troca e valorização cultural.