Elen Castro Cruz Nascimento

Localização 10ª rua entre 21 e 22 travessas, número da casa 1880, bairro Pacoval - Soure/PA - CEP 68870-000
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E-mail ellencastrocastro@gmail.com
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As mãos que criam, criam o que?

“Pra mim a cerâmica marajoara é uma herança. Uma herança de grande valor e que eu me identifico muito. Não só me identifico, como tenho grande admiração pela inteligência e pelo modo como os nossos ancestrais, os índios, deixaram essa herança pra gente”. 

Com a argila obtida nos pequenos lagos da região e os pigmentos naturais de origem mineral que produz a partir da argila, Elen produz vasos, esculturas que retratam animais da região, como peixes, e biojoias. Também usa o caroço de inajá, uma palmeira da região, usada para dar o brunimento, processo de fixação da tinta nas peças. Para o grafismo utiliza um raio de bicicleta que é amolado, de acordo com o traço que se deseja fazer. 

Quem cria?

“Acho que já estava enraizada a modelagem em mim e fazer isso com as técnicas dos ancestrais é o que me traz mais prazer”.

Quando criança, Elen Castro Cruz Nascimento já mostrava vocação com a modelagem do barro. Aos 18 anos participou de uma oficina organizada pelos moradores do bairro que foi ministrada por Ronaldo Guedes, ceramista que possui um ateliê no bairro Pacoval, onde morava. Ela se destacou na oficina por sua habilidade e foi convidada por Ronaldo para fazer parte de seu espaço, Arte Mangue Marajó. Lá ela conheceu a história da cerâmica marajoara e aprendeu toda a técnica. 

Onde cria?

O município de Soure é o maior município da ilha de Marajó, Pará, situado na Costa Oriental da Baía do Marajó, sendo a porta de entrada da ilha. É uma cidade pequena, com antigas igrejas e forte expressão expressão artesanal, sobretudo em cerâmica, herança deixada pelo povo marajoara. 

É considerada a mais antiga arte cerâmica do Brasil e uma das mais antigas das Américas e se caracteriza pela ampla quantidade de objetos rituais, utilitários e decorativos, como vasilhas, potes, urnas funerárias, tangas, chocalhos, estatuetas, bancos, entre outros. De modo geral, apresenta desenhos labirínticos, traços gráficos simétricos, em baixo ou alto-relevo, e também entalhes e aplicações.

Pesquisas arqueológicas indicam que o povo marajoara desapareceu por volta de 1.300, sua arte, no entanto, segue viva através das mãos de inúmeros ceramistas que vivem na região.