Junco e Juta

Localização Travessa Deputado Márcio Marinho 154, Pirangi do Norte - Parnamirim/RN - CEP 59161-250
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Contato Josa Alves

As mãos que criam, criam o quê?

O elaborado trabalho feito pelas artesãs em Pirangi do Norte começa com a preparação de sua matéria prima, tão pouco usual para bordados: o junco. A fibra natural encontrada em abundância nas lagoas da região cresce dentro da água e tem hastes longas, douradas e maleáveis. 

Para o dia da colheita, que é feita em grupo, freta-se um caminhão para  transportar um volume suficiente para alguns meses de produção. Leva-se um dia todo retirando as fibras pela base para que tornem a crescer, destacando o perfil sustentável do processo. Colhido e amarrado em feixes, o junco é estendido ao sol para secar por um período de sete dias. Os tons naturais da fibra são dourados, marrons e esverdeados. 

As hastes são usadas como linha e bordada com agulha grossa sobre o tecido de juta, comprado no comércio local. O tecido, que pode ser em tom natural ou tingido, é esticado em bastidores de aproximadamente 1x0.5m e sobre essa base os intrincados padrões vão se formando. Variando o tamanho, distância e maneiras de cruzar a fibra, são produzidos bordados com desenhos simétricos aplicados em tapetes, sousplats, carteiras e bolsas dos mais variados modelos e tamanhos. 

Quem cria?

O grupo familiar coordenado por Josa Alves tem uma relação antiga com o junco e a juta. O trabalho foi introduzido na comunidade por seu pai, Francisco Estevam do Nascimento, que em 1972 conheceu esse trabalho em outra localidade e contratou uma pessoa para ensinar em Pirangi do Norte. De lá pra cá o artesanato vem gerando trabalho e renda não só para a família de Josa, mas para muitas outras artesãs da região, que há tantas décadas dedicam-se a este trabalho único, marca do artesanato potiguar. 

Onde criam

A 12 km a sul da capital potiguar localiza-se o município de Parnamirim, que devido ao seu grande crescimento urbano, tem-se tornado uma verdadeira extensão de Natal.  Com um dos litorais mais badalados do estado, a praia de Pirangi do Norte é a mais conhecida por sua vida noturna e pelo maior cajueiro do mundo. 

Parada obrigatória de quem visita o litoral potiguar, o cajueiro de 8.500 m² foi plantado em 1888 por um pescador chamado Luís Inácio de Oliveira. Por conta de uma mutação genética, os galhos do cajueiro crescem para os lados, pendendo até o chão e formando novas raízes. Um fenômeno raro que atrai turistas do mundo todo. 

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