Heli Emanuel Bretas

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Contato Heli Emanuel Bretas

As mãos que criam, criam o que? 

Esteatito, conhecida popularmente por pedra-sabão. Rocha encontrada nas camadas mais profundas da crosta terrestre. Sua textura é bem específica: superfície lisa e um tanto aveludada ao toque. O material, símbolo da região de Ouro Preto, esculpe a identidade e memória da região. Difícil falar em pedra sabão sem citar os irmãos Bretas, pioneiros na escultura artística contemporânea em pedra-sabão, num trabalho que acumula 55 anos percorridos pelos estilos Barroco, Clássico, Moderno, Figurativo e Abstrato, com obras impactantes e de expressiva diversidade. 

 

Quem cria?    

Cada irmão imprime suas características ao material: “O Vicente, por exemplo, faz esculturas impressionantes. Ele trabalha com a forma humana e confere a elas um movimento que você nunca imagina. Eu, por outro lado, trabalho com o abstrato e o barroco”. A história de Heli Bretas com a arte começa aos 11 anos, no grupo escolar, em atividades de música e desenho. Os irmãos Libório e Vicente já haviam iniciado seus caminhos no artesanato em pedra sabão. Heli não teve um mestre que repassou técnicas e conhecimentos, mas o convívio com os dois irmãos, ajudando no acabamento das peças. O entusiasmo surgiu aos 15 anos quando produziu uma peça em formato abstrato e despertou o interesse de um turista, seu primeiro comprador. A enorme curiosidade em aprender e as pesquisas de campo com foco na arquitetura e obras do barroco, forjaram seu processo de aprimoramento. Dedicou-se a detalhados estudos sobre a obra de Aleijadinho, mais importante escultor e entalhador brasileiro. E foi nesse profundo mergulho que Heli direcionou seu trabalho, voltado ao barroco do período de 1750 a 1850. 

Premiado escultor, reconhecido como mestre-artesão em 2017 pelo PAB (Programa do Artesanato Brasileiro) através do Projeto Mestres da Arte e do Artesanato, viajou muito, conheceu outros estados, autoridades da política, religião e artistas, compradores e colecionadores de sua arte e de sua família. Fez exposições em diversos estados do Brasil e tem peças vendidas por todo o país e espalhadas pelo mundo.

 

Onde criam?

Nos anos 60, os dois irmãos pioneiros trabalhavam com argila em Cachoeira do Campo. Certo dia, foram todos para Ouro Preto e conheceram a pedra sabão. Heli tinha cinco anos e conta que havia um artista muito popular na cidade, Bené da Flauta que, além de performances, também fazia miniaturas que um dos irmãos passou a produzir. Heli ajudava no acabamento. Por volta de 1967 estavam todos trabalhando profissionalmente mas o início foi de muito sacrifício: “A gente fazia as peças, botava em um balaio e ía para o centro da cidade vender”. 

Recentemente, aos 66 anos, Heli mudou-se do sítio onde construiu sua história com seus irmão, em Cachoeira do Campo. Da década de 60 até os anos 80 o local se transformou, despretensiosamente, em um centro de encontro, intercâmbio e aprendizado. Muitos passaram por ali, adultos, crianças, e adquiriram base de conhecimento no ofício. Heli está agora na cidade, Ouro Preto, em um espaço menor que não permite mais a execução de peças de grande porte nas quais se tornou conhecido, como chafarizes e fontes, que exigem local, ferramentas e estrutura específica. Até guindastes. Permanece confeccionando trabalhos menores, de formas abstratas, sua marca. 

No território metropolitano, as esculturas e entalhes em pedra-sabão simbolizam Ouro Preto. Mas desde que os irmãos Bretas retornaram a Cachoeira do Campo, o centro do artesanato da pedra se deslocou com eles pra lá. Hoje, praticamente todos que se dedicam ao ofício estão instalados no simbólico lugarejo. 

 

Fonte: Projeto Mestres da Arte e do Artesanato

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