Mestre Vânia Oliveira (Vânia Maria de Oliveira Santos Oliveira)

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As mãos que criam, criam o que?

Apesar da arte de Vânia Oliveira ser em fibra e papietagem, a marca de seu trabalho é a cultura popular. Fitilhos coloridos se reúnem e remontam o imaginário do folguedo alagoano (festa popular de espírito lúdico de origem católica, folclórica e de cultos africanos). Projetam mundo afora o colorido dessa cultura em chapéus de guerreiro e bumbas meu boi. Peças que viajam para feiras nacionais e estaduais, congressos, seminários e eventos culturais.

Quem cria?

Autodidata e muito curiosa, a história de Vânia no artesanato começou cedo. Casou-se aos 17 anos. No aniversário de um ano da primeira filha, sem condições financeiras de fazer uma festa, desvendou a vocação para a arte. Começou produzindo lembranças de aniversário, mas, como boa alagoana, admiradora de danças folclóricas, foi produzindo, aos poucos, peças dos folguedos alagoanos. Foi como Vânia tomou gosto pela arte. Foi se aprimorando no ofício e é hoje um dos nomes mais respeitados em sua “comunidade”, como ela diz. Foi reconhecida como Mestra pelo PAB (Programa do Artesanato Brasileiro) e condecorada com o título de Patrimônio Vivo de Alagoas pelo Ministério da Cultura em 2015. Com 35 anos dedicados a arte popular, inaugurou em 2019 uma loja própria, Raízes de Alagoas.

Comprometida com o repasse desse saber, ministra aulas e compartilha conhecimento teórico e prático em oficinas, palestras e cursos: “Não ensino ninguém a ser artista, simplesmente acordo o artista que tem dentro de cada um”. Tem orgulho de sobreviver de sua arte e sustentar sua família através de seu trabalho, um privilégio incomum para um artista popular no Brasil. Mas seu reconhecimento, e missão, passam definitivamente pela militância em favor da causa do artesão e do artesanato, que aflorou no início da carreira. Vivia somente para fazer artesanato mas sentia falta de alguma coisa, como que uma necessidade, quase um chamado, para colaborar de alguma outra maneira. Fazer algo a mais. Assim borda, dia a dia, um apurado trabalho de tessitura de uma grande rede nacional. É vice-presidente da Federação Alagoana de Artesãos, secretária da Confederação Nacional do Trabalhador Artesão, participou da construção do Plano Nacional do Artesanato no Ministério da Cultura e foi conselheira nacional do CNPC (Conselho Nacional da Previdência Privada). Colaborou na construção das bases conceituais do artesanato brasileiro e fez parte da conquista pela regulamentação da profissão. Segue se articulando e conquistando diálogos junto a importantes interlocutores. Quer mais do que isso: que o Estado provenha um espaço como exemplo, que construa um Centro do Artesanato Alagoano.

Onde criam?

Vânia é nascida e criada na capital do estado, Maceió, berço das Lagoas Mundaú e Manguaba, um imenso ambiente aquático de transição entre rio e mar nos domínios da Mata Atlântica, que compõe hoje apenas parte da área urbana. Polo de uma cultura marcante, um rico folclore e palco de outros tantos artistas, escritores e músicos como Djavan, Hermeto Pascoal e Graciliano Ramos. Dentre as manifestações folclóricas, os folguedos. E é nesse caldeirão de circunstâncias que Vânia encontra a origem e o ponto de partida de sua jornada na arte. E emocionada, declara: “Por trás dessas peças que todo mundo admira e que todo mundo dá valor existe o artesão que também precisa ser olhado, ser reconhecido e ser valorizado. Essa é a minha luta, a valorização do artesão”. Sua dor é a dor do artesão, que segue sempre em segundo plano. “Se não fosse o artesão, não existiria o artesanato e a arte popular”.

Fonte: Cultura / Facebook 

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