Criam o quê?

Criam o quê?

Usos

O uso do artesanato pode ter diferentes finalidades: decorativa, como no caso dos  objetos produzidos para ornamentar os ambientes; os acessórios que são os objetos para uso pessoal, como biojóias e outras bijuterias; educativa que diz respeito aos objetos destinados a práticas pedagógicas; lúdica que são os objetos produzidos para o entretenimento e que trazem representações do imaginário popular, como os mamulengos e os brinquedos; religiosa que são as peças que possuem um uso ritualístico ou para demonstração de fé, como a arte santeira, amuletos, oratórios, carrancas, entre outros; e de fim utilitário que possuem uma finalidade cotidiana seja para o trabalho, como a produção de celas, seja para as necessidades domésticas, como panelas, balaios, moringas, entre outros.

Riscos nos usos

As sociedades modernas são caracterizadas pela forte circulação de informações e referências produzidas pela indústria cultural. Essa grande gama de conteúdos tende a homogeneizar no mundo todo os valores, costumes e práticas sociais e culturais. Uma consequência desse processo muito presente no universo do artesanato tradicional é a desvalorização ou o desuso de alguns objetos ou costumes de cunho local ou comunitário. Os enxovais de bebê feitos de tricô ou crochê são um exemplo de produtos que não possuem mais lugar na vida das pessoas. Entretanto, pode-se perceber também uma abertura para a retomada de costumes antes abandonados, como o uso dos filtros de barro que tinham sido substituídos pelos purificadores de água e que têm voltado a ter lugar nas casas dos brasileiros, por influência de estudos que comprovaram a eficiência de sua filtragem. Tratam-se, assim, de dinâmicas complexas que podem ser afetadas por trabalhos de difusão das produções artesanais.