Associação Dianapolina de Artesãos - As Dianas

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Contato Eliene Bispo Cantuario

As mãos que criam, criam o quê?

O trançado feito com o Capim Dourado, espécie de sempre viva presente somente na região do Jalapão no Tocantins, é hoje uma das principais expressões da cultura material local. Não à toa a fina haste dourada é também chamada de “ouro do Jalapão”.

Os conhecimentos técnicos para trabalhar a fibra foram passados pelos índios da etnia Xerente que no começo do século XX. Na época, ao saírem caminhando pelo lado do Rio Araguaia, passaram pelo povoado quilombola Mumbuca e ensinaram alguns moradores a “costurar capim” com a seda de buriti. Desde então, esse saber se difundiu pela região, chegando a outras comunidades e cidades, como no município de Dianópolis. 

Os fios de capim dourado são costurados com a fibra fina das folhas de buriti, ambas espécies nativas do Brasil, próprias do cerrado. Dessa forma, as artesãs produzem grande diversidade de peças, como chapéus, cestos, vasos, mandalas, bandejas, biojoias, abajures e outros. 

A partir desse saber-fazer, as comunidades têm criado novas coleções com inovações de produtos e inserção de novos materiais, como sementes, peças em coco, e novas técnicas também tradicionais, como o tingimento natural da linha da seda do buriti. 

Quem cria?

A partir de 2000, com a facilitação do acesso das comunidades da região do Jalapão às cidades mais próximas, o governo do estado do Tocantins, através da Secretaria de Cultura, passou a incentivar o artesanato com o capim dourado. As peças, assim, passaram a circular em grandes centros urbanos, como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesse cenário, há 14 anos o grupo As Dianas é organizado para trabalho. Por ser uma região turística, recebem muitos visitantes aos quais propõem uma vivência com o capim dourado. Por não possuírem sede, as artesãs trabalham cada qual em sua casa e concentram a produção na casa da presidente Eliene Bispo Cantuario. 

Onde criam

A 342 km da capital Palmas, Dianópolis é uma das mais antigas cidades do estado. Com origens ligadas ao aldeamento indígena e mineração nos anos de 1750/51. Era muito conhecida por suas jazidas de ouro e por conta disso até metade de 1938 a cidade chamava-se São José do Duro, uma simplificação para D'Ouro. Em 1938 recebeu o nome de Dianópolis em homenagem às irmãs Custodianas ou Dianas, pertencentes a uma das famílias tradicionais da cidade. 

A cidade tem um centro histórico que ainda exibe casarões da época colonial, poucos testemunhos da longa história. Além do conhecido carnaval, um dos mais famosos do estado, possui muitos atrativos naturais como cavernas, cachoeiras, nascentes, rios e corredeiras.